O documentário Whispers in May consolidou sua trajetória rumo à temporada de premiações ao conquistar o DOX AWARD, prêmio máximo do festival CPH DOX em Copenhague. A produção, dirigida por Dongnan Chen, acompanha o rito de passagem de uma adolescente na China rural e, com a vitória, garante qualificação automática para a disputa de uma vaga na categoria de Melhor Documentário no Oscar.
O reconhecimento foi acompanhado por uma análise técnica do júri, que destacou a habilidade da cineasta em equilibrar realidade e encantamento. Contar histórias míticas sobre mundos ocultos é um dom. Dar amplitude e profundidade a momentos cotidianos é um talento, escreveu o corpo de jurados do DOX AWARD. No fim, fomos encantados pela jornada de uma jovem garota. Esta diretora conseguiu compartilhar um conto de fadas moderno que dá atenção tanto a monstros quanto a fábricas.
Ao receber a honraria em Copenhague, Dongnan Chen reforçou o compromisso com a visibilidade de narrativas femininas em contextos de isolamento geográfico. Obrigada por terem dado atenção às meninas, afirmou a diretora. E obrigada por terem nos recebido. O evento também concedeu uma menção especial para The Cord, estreia de Nolwenn Hervé na direção, elogiada por sua tenacidade e humanismo.
A expansão do festival em 2026 marcou a estreia do Prêmio FIPRESCI, concedido pela Federação Internacional de Críticos de Cinema a Amazomania. O filme de Nathan Grossman utiliza registros de uma expedição de 1996 para questionar ética e direitos de imagem envolvendo povos indígenas no Brasil. No campo do ativismo, Just Look Up, com produção executiva de Adam McKay, venceu a categoria F ACT AWARD, enquanto Dream of Another Summer, de Irene Bartolomé, foi premiado por sua experimentação estética em Beirute.
Conforme publicado pelo Deadline, a seleção deste ano reuniu 74 títulos globais, reafirmando o CPH DOX como plataforma essencial para o mercado de não ficção com alto potencial de prestígio.


