A Trilha Azul acompanha Tereza, uma mulher de 77 anos interpretada por Denise Weinberg, que foge de um campo de concentração fascista brasileiro para encontrar liberdade na Amazônia. Dirigido por Gabriel Mascaro e coescrito por Tibério Azul, o filme apresenta uma narrativa distópica que mistura críticas sociais e uma jornada de autodescoberta.
Tereza é forçada a deixar seu emprego e ir para um asilo devido à política governamental que prioriza a produtividade dos mais jovens. Antes de ser deportada, ela escapa do assentamento e embarca em uma odisseia pelo rio, guiada por um barqueiro inexperiente que se envolve com os eventos místicos do filme, como o fluido azul de um caracol que, segundo a trama, pode prever o futuro.
A fotografia vívida de Guillermo Garza e a trilha sonora marcante de Memo Guerra reforçam o contraste entre a tecnologia distópica e a natureza exuberante da Amazônia. A atuação de Weinberg destaca a complexidade de Tereza, mostrando sua resistência, desejo de liberdade e confrontos com personagens que representam diferentes facetas de uma sociedade opressiva.
O filme, considerado uma das obras mais significativas de Mascaro após Neon Bull e Divine Love, dialoga com distopias globais como Filhos da Esperança, explorando a relação entre tecnologia, envelhecimento e controle social, enquanto apresenta uma história profundamente humana centrada em uma mulher que busca autonomia e alegria de viver.



