A Universal Music Group realizou demissões em seu estúdio de cinema e televisão Mercury Studios nesta semana. De acordo com informações da indústria em Londres, a diretora-geral Kelly Sweeney e outros membros da liderança deixaram a empresa. O movimento faz parte de uma reestruturação estratégica na unidade de produção audiovisual da gigante fonográfica em 2026. A notícia impacta o setor de documentários musicais e conteúdos originais para plataformas de streaming.
O Mercury Studios é responsável por projetos recentes de destaque como One to One: John & Yoko e American Symphony. A companhia também produziu a remasterização de Prince – Sign O’ the Times e diversas gravações de shows ao vivo. A unidade opera a partir de sua sede em King’s Cross, na capital inglesa, focando em narrativas musicais. O estúdio busca conectar o vasto catálogo de artistas da gravadora com produções cinematográficas de alta qualidade.
Uma porta-voz da Universal Music afirmou que a empresa segue totalmente comprometida com o futuro do estúdio. Segundo o comunicado, diversos projetos importantes permanecem em desenvolvimento e novos anúncios devem ocorrer em breve no mercado. A executiva não comentou o número total de funcionários afetados pelos cortes nesta rodada de demissões. A reestruturação visa otimizar os processos internos diante das novas demandas do consumo de vídeo digital.
O Mercury Studios foi lançado oficialmente em 2020 após a incorporação da Eagle Rock Entertainment pela Universal. Na época, a gravadora afirmou que a divisão seria um estúdio multifacetado focado em histórias baseadas em música. O catálogo herdado da Eagle Rock inclui quase 2.000 horas de programação e mais de 800 documentários históricos. A empresa mantém em seu elenco nomes de peso como Taylor Swift, Drake e Billie Eilish atualmente.
As mudanças ocorrem em meio a uma contração global no mercado de documentários e na produção televisiva tradicional. Demissões se tornaram mais frequentes em diferentes estúdios de Hollywood e da Europa devido à mudança de estratégia das plataformas. A Universal Music busca equilibrar seus investimentos em conteúdo audiovisual com a rentabilidade do setor fonográfico. O desfecho dessa reestruturação deve definir o ritmo de novos lançamentos do selo Mercury nos cinemas.



