A Warner Bros. manifestou forte indignação contra a BBC em uma reunião de alto nível na última semana. O embate ocorreu após a veiculação de um insulto racial durante a cerimônia do BAFTA. O estúdio responsável pelo filme Pecadores questionou a negligência editorial da emissora britânica. O incidente envolveu o uso de um termo racista por John Davidson durante a participação de Michael B. Jordan. Delroy Lindo também estava no palco no momento da interrupção involuntária captada pelo áudio.
Executivos do estúdio pressionaram a rede pública por explicações sobre a falha no processo de gravação. A premiação foi registrada com duas horas de antecedência em relação à exibição na televisão. Segundo apuração do veículo Deadline, o conteúdo permaneceu no iPlayer por quinze horas. A Warner Bros. classificou a demora para a remoção do ar como inaceitável. O estúdio exigiu medidas concretas para evitar a repetição de erros sistêmicos em transmissões futuras de grandes eventos.
A BBC admitiu formalmente que o erro grave era evitável e iniciou uma investigação interna acelerada. A Unidade Executiva de Reclamações conduzirá o processo para identificar as falhas de comunicação com a produtora Penny Lane TV. Relatos indicam que um alerta via aplicativo sobre o insulto foi ignorado ou mal interpretado. A equipe técnica acreditou que o termo já havia sido cortado da edição final. A falta de sincronia entre a organização do BAFTA e a emissora resultou na exposição do conteúdo sensível.
O Parlamento do Reino Unido também monitora o desdobramento do caso por meio da Comissão de Cultura. A secretária Lisa Nandy afirmou que a transmissão de insultos raciais é prejudicial e intolerável para a sociedade. A BBC tem até o dia 9 de março para apresentar esclarecimentos detalhados ao governo britânico. Até o momento a versão editada da cerimônia não retornou ao catálogo do serviço de streaming. Jane Millichip e Sara Putt foram confrontadas diretamente pela cúpula da Warner Bros.



