A News Corp oficializou um acordo estratégico de licenciamento de conteúdo com a Meta para o treinamento de Inteligência Artificial. O pacto possui duração de três anos e abrange veículos de renome como Wall Street Journal e New York Post. A parceria permite que a Meta utilize ativos editoriais dos Estados Unidos e Reino Unido em seus modelos de IA. Os usuários das plataformas de Mark Zuckerberg também terão acesso aos conteúdos da gigante de mídia através das novas ferramentas.
O contrato sucede um movimento similar realizado pela News Corp com a OpenAI em 2024. Embora os detalhes financeiros atuais não tenham sido revelados oficialmente as projeções indicam valores expressivos. Relatórios do mercado sugerem que a Meta pode desembolsar até 50 milhões de dólares anuais pelo uso das bases de dados. A holding também controla títulos como a revista Barron’s e a editora HarperCollins em seu portfólio global de mídia.
De acordo com informações do portal TheWrap, o CEO Robert Thomson sinalizou a valorização crescente dos ativos da companhia. O executivo defende que dados confiáveis são essenciais para o aprimoramento de produtos tecnológicos de alta precisão. Thomson é um crítico histórico da dependência de empresas de tecnologia em relação a conteúdos de terceiros sem compensação. O acordo representa uma mudança na percepção de valor para o setor de jornalismo financeiro e de negócios.
A estratégia da Meta visa consolidar uma base de informações fidedignas para competir no setor de inteligência artificial generativa. No Brasil os reflexos dessa parceria podem ser observados na distribuição de notícias globais dentro do ecossistema da Big Tech. A News Corp espera que a demanda por fontes seguras como o The Times de Londres aumente entre diversos setores industriais. O movimento confirma a tendência de grupos de mídia buscarem novas fontes de receita via licenciamento tecnológico.


