Backrooms: Um Não-Lugar estreia nos cinemas brasileiros em 28 de maio e leva para as telonas um universo que surgiu anos antes dos curtas de Kane Parsons, conhecido online como Kane Pixels. Embora a franquia tenha se popularizado recentemente no YouTube, a origem do fenômeno das Backrooms começou em 2019, a partir de uma publicação no fórum 4chan.
O conceito ganhou força quando usuários passaram a compartilhar imagens de espaços vazios capazes de provocar sensação de desconforto e estranhamento. Entre elas estava a foto de uma unidade da rede HobbyTown em reforma, marcada por corredores desertos, iluminação fluorescente e paredes amareladas. A imagem foi acompanhada por um texto descrevendo um lugar infinito formado por salas abandonadas, onde pessoas poderiam “escorregar para fora da realidade” e ficar presas em corredores sem fim.
A publicação rapidamente viralizou e deu início a uma mitologia colaborativa na internet. Comunidades em plataformas como 4chan e Reddit passaram a expandir o universo das Backrooms com novos níveis, criaturas, regras próprias e diferentes interpretações sobre esse ambiente misterioso.
Com o crescimento da popularidade do conceito, Kane Parsons desenvolveu uma das versões mais conhecidas da história ao lançar The Backrooms (Found Footage) em seu canal no YouTube. Utilizando animação e modelagem 3D, o diretor criou uma narrativa conectada inspirada diretamente na ideia original surgida nos fóruns online.
Até o momento, Kane Pixels publicou 22 curtas ligados ao universo das Backrooms, acumulando milhões de visualizações e ajudando a transformar o projeto em um dos maiores fenômenos recentes do horror analógico na internet. O material também impulsionou a criação de wikis, fóruns e teorias produzidas por fãs dedicados a catalogar eventos, personagens e interpretações da história.
Agora, Backrooms: Um Não-Lugar chega aos cinemas como a primeira adaptação em longa-metragem inspirada diretamente no fenômeno das Backrooms, expandindo para o cinema um universo criado coletivamente na internet.




