Crítica: Pânico 7 Neve Campbell volta, mas sequência é básica demais

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Jessica Miglio — Foto: Paramount Pictures

Pânico 7 retoma a trajetória de Sidney Prescott colocando novamente o trauma da personagem no centro da narrativa. A direção de Kevin Williamson, criador da franquia, busca recuperar elementos clássicos do slasher, como perseguições em ambientes fechados e o jogo de suspeitas em torno da identidade do assassino. Ao mesmo tempo, o filme tenta dialogar com um público mais acostumado a estruturas narrativas menos previsíveis.

A trama se concentra em ataques ocorridos na casa de Sidney, agora acompanhada por sua filha adolescente. Esse recorte permite sequências mais contidas, com uso frequente de corredores, quartos e espaços limitados para construir tensão. Em alguns momentos, o filme funciona bem nesse formato, especialmente nas cenas iniciais, que retomam o padrão de suspense da franquia. No entanto, o desenvolvimento do mistério perde força conforme a história avança, já que as pistas reduzem rapidamente o número de suspeitos.

Esse problema afeta diretamente a revelação final. Para quem acompanha a série desde os primeiros filmes, a identidade do responsável pode se tornar previsível antes do clímax. Em vez de reforçar o elemento surpresa, a narrativa acaba dependendo mais da execução das cenas do que da construção do enigma.

Na direção, Williamson opta por uma abordagem mais direta, sem grandes mudanças na fórmula. O filme mantém a estrutura tradicional da franquia, com alternância entre investigação e ataques, mas sem introduzir variações significativas nesse modelo. A abertura, com a clássica ligação telefônica, funciona como um retorno eficiente ao estilo original, estabelecendo o tom do restante da história.

Um dos elementos mais incomuns é a presença de Stu Macher, personagem de Matthew Lillard, incluído por meio de videochamadas. A escolha amplia a conexão com os filmes anteriores, mas também levanta questões sobre coerência dentro da própria narrativa, já que o personagem havia sido dado como morto. Ainda assim, a participação adiciona um componente de curiosidade para fãs antigos.

No geral, Pânico 7 funciona melhor quando se apoia em situações de suspense direto e no reconhecimento do público com a franquia. Por outro lado, a previsibilidade do roteiro e a falta de variação na estrutura limitam o impacto do filme como evolução da série. O resultado é uma continuação que mantém os elementos básicos, mas com menor capacidade de surpreender em relação aos capítulos mais marcantes.

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