Digger, filme estrelado por Tom Cruise e dirigido por Alejandro G. Iñárritu, perderá espaço em mais de 2.500 salas de cinema nos Estados Unidos após um desempenho abaixo das expectativas nas bilheterias. A Warner Bros. reduzirá a exibição do longa de aproximadamente 3.321 para apenas 786 cinemas, uma queda de cerca de 76% em relação ao fim de semana anterior.
A redução está entre as maiores quedas no número de salas registradas por um lançamento de grande estúdio entre a segunda e a terceira semana em cartaz. O recuo ocorre em meio à baixa arrecadação do filme, que teria custado mais de US$ 170 milhões para ser produzido.
As projeções apontam para um prejuízo de aproximadamente US$ 250 milhões ao longo da passagem pelos cinemas, enquanto a bilheteria mundial pode terminar perto de US$ 50 milhões. Os valores são estimativas, e o resultado financeiro definitivo ainda depende do desempenho restante e dos custos totais da produção e distribuição.
A Warner Bros. tentou impulsionar o interesse pelo longa com uma campanha publicitária que incentivava o público a formar a própria opinião diante das avaliações polarizadas da crítica. A atriz Anne Hathaway também promoveu o filme nas redes sociais, publicando uma avaliação máxima no Letterboxd e elogiando a produção.
Em Digger, Cruise interpreta Digger Rockwell, um magnata do petróleo envelhecido cuja atividade de perfuração provoca um desastre ecológico. O elenco também conta com Riz Ahmed, John Goodman, Sandra Hüller, Michael Stuhlbarg, Jesse Plemons, Teddy Hawley, Robert John Burke, Emma D’Arcy, Burn Gorman e Sophie Wilde.
Apesar do resultado comercial, Cruise declarou estar orgulhoso do filme após a estreia. Em publicação no Instagram, o ator agradeceu ao elenco e à equipe pela dedicação e afirmou que a experiência de produzir o longa foi inesquecível.


