“O Advogado de Deus”, novo longa-metragem dirigido por Wagner de Assis, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 16 de abril, ocupando salas em mais de 50 cidades do país. A produção, que marca o retorno do cineasta ao gênero após o sucesso de bilheteria com a franquia “Nosso Lar”, adapta o livro homônimo da escritora Zíbia Gasparetto. Estrelando Nicolas Prattes no papel principal, a narrativa mescla elementos de drama jurídico e suspense espiritual para explorar como crimes do passado podem influenciar julgamentos e relações no presente, propondo um debate sobre a eficácia da justiça humana frente às leis espirituais.
A trama acompanha Daniel, interpretado por Prattes, um jovem advogado motivado pelo desejo de auxiliar o próximo. Ao lado de seu sócio Rubinho, ele assume a defesa de Alberto, personagem de Danilo Mesquita, em um caso complexo que revela conexões profundas com vidas passadas. O enredo ganha contornos de thriller quando o protagonista descobre que os laços entre o réu e a jovem Lídia, vivida por Lorena Comparato, exigem uma reparação histórica que ultrapassa os tribunais convencionais. Conforme reportado pelo diretor em entrevista à Tela Viva, o projeto buscou equilibrar o romance com sequências de ação, utilizando o sobrenatural para questionar se alguém seria capaz de defender um inimigo de uma existência anterior.
O elenco de peso conta ainda com nomes consagrados como Beth Goulart, Augusto Madeira, Leticia Braga e Eucir de Souza. A obra é uma realização da Cinética Filmes em parceria com a Sony Pictures International Productions, reforçando o potencial comercial do audiovisual de temática espiritual no Brasil. Assis destaca que o filme não possui intuito doutrinário, mas foca na conexão pessoal do público com temas universais, como a impunidade e a redenção. Para o cineasta, a força do material original de Zíbia e Lucius reside na capacidade de ativar gatilhos emocionais imediatos, independentemente da crença religiosa dos espectadores.
Com o cinema nacional em um momento de alta nas bilheterias, o lançamento de “O Advogado de Deus” carrega a expectativa de atrair um público diversificado, além dos leitores habituais da literatura espírita. O histórico de Wagner de Assis, que levou milhões de pessoas aos cinemas em seus trabalhos anteriores, serve como indicador para o desempenho da nova produção. Ao abordar figuras políticas e dilemas éticos, o filme convida o espectador a refletir sobre a responsabilidade individual pelos próprios atos, sugerindo que a justiça, embora por vezes tardia, é um desdobramento inevitável das escolhas humanas sob uma ótica muito mais ampla que o horizonte terreno.



