O filme “O Esquadrão Suicida”, lançado em 2021 e dirigido por James Gunn, ocupa uma posição singular dentro da cronologia da DC ao funcionar simultaneamente como continuação parcial do longa de 2016 e como reinício narrativo da equipe Task Force X. A produção chegou aos cinemas durante a reorganização do universo compartilhado da Warner Bros. e passou a ter relevância adicional após Gunn assumir a liderança criativa da DC Studios ao lado de Peter Safran.
Apesar de manter personagens como Arlequina (Margot Robbie), Rick Flag (Joel Kinnaman), Capitão Bumerangue (Jai Courtney) e Amanda Waller (Viola Davis), o filme não depende diretamente dos eventos do título anterior. A abordagem adotada por Gunn preserva parte do universo estabelecido, mas reduz conexões diretas, tratando a missão apresentada como um novo ponto de partida para o grupo.
Continuidade flexível dentro da narrativa
Na prática, a narrativa assume que acontecimentos prévios ocorreram, porém evita a necessidade de continuidade rígida. Essa escolha permitiu que o longa fosse compreendido de forma independente, ao mesmo tempo em que reformulou o tom da franquia, substituindo a estética mais sombria do filme de 2016 por uma abordagem marcada por violência estilizada, humor ácido e referências a filmes de guerra.
Expansão para outras produções da DC
A ligação mais direta com produções futuras da DC surgiu por meio de “Pacificador”, série estrelada por John Cena e derivada dos eventos do filme. A produção expandiu personagens introduzidos no longa e se tornou um dos primeiros elementos de transição entre o antigo universo da DC e a nova estrutura criativa liderada por Gunn.
Reorganização do DC Universe
Com a reformulação do estúdio, o chamado DC Universe (DCU) passou a estabelecer novos critérios de continuidade. Segundo o planejamento atual, projetos como “Creature Commandos” e “Superman” (2025) marcam o início oficial da nova fase, enquanto alguns elementos anteriores seguem sendo incorporados de forma seletiva.
Elementos preservados na nova fase
Entre os pontos preservados estão “O Esquadrão Suicida”, a série “Pacificador”, a continuidade de Amanda Waller e a presença de personagens específicos em produções futuras. Essa abordagem mantém partes do material anterior sem exigir uma continuidade integral, aproximando a estratégia da lógica adotada em histórias em quadrinhos.
Amanda Waller como eixo central
A personagem Amanda Waller, interpretada por Viola Davis, se mantém como um dos principais eixos de ligação entre as diferentes fases da franquia. Além de aparecer em diferentes produções, ela também terá continuidade em projetos futuros como a série “Waller”, ainda em desenvolvimento, conectando eventos de “Pacificador” e do próprio filme de 2021.
Desempenho e futuro da franquia
Mesmo com reconhecimento crítico, “O Esquadrão Suicida” teve desempenho abaixo das expectativas nas bilheterias, com cerca de US$ 168 milhões arrecadados mundialmente. O lançamento simultâneo em streaming durante o período da pandemia é apontado como um dos fatores que impactaram o resultado comercial.
Até o momento, não há confirmação de uma sequência direta. James Gunn já declarou que não trabalha com continuidade automática e que qualquer retorno ao grupo dependeria de uma história específica dentro do novo DCU, que atualmente prioriza projetos centrais como “Superman”.




