Todo Mundo em Pânico 6 foi um dos grandes destaques do painel da Paramount Pictures na CinemaCon 2026. A prévia, carregada de humor ácido, confirmou que a franquia mantém sua tradição de satirizar os maiores sucessos do gênero terror dos últimos anos, com lançamento antecipado nos cinemas brasileiros para o dia 4 de junho. O vídeo exibido no evento em Las Vegas abre com uma referência direta ao clima tenso de Corra!, mostrando uma colher girando em uma xícara, mas logo quebra a expectativa com a aparição do icônico assassino mascarado.
As cenas inéditas apresentadas em solo americano destacam o retorno de Shorty, interpretado por Marlon Wayans, em uma sequência onde crianças consomem seus biscoitos mágicos e passam a agir como as entidades do filme A Hora do Mal, gritando o clássico bordão “Eu tô doidão” pelas ruas. Outro momento que arrancou gargalhadas da plateia foi a paródia de Longlegs: Vínculo Mortal, estrelada pelo personagem Mãozinha. O trailer encerra com o elenco principal reunido olhando para a câmera e revivendo o famoso cumprimento “Wazzaaa”, selando o tom nostálgico e irreverente da nova produção.
No palco da convenção, a atriz Anna Faris comentou sobre o caráter politicamente incorreto da obra, afirmando que nenhum grupo ou estereótipo foi poupado das piadas. Conforme reportado pela própria protagonista durante o painel, a retomada da saga é fundamental no cenário atual do entretenimento. A trama desta vez coloca Cindy Campbell, Brenda Meeks, Ray e Shorty em uma luta pela sobrevivência contra o ressurgimento do serial killer, enquanto o roteiro ironiza produções como A Substância, Pecadores, M3GAN e Sorria.
O projeto busca resgatar o prestígio da marca iniciada em 2000 por Keenen Ivory Wayans, que na época quebrou recordes de bilheteria para diretores negros e filmes de terror com classificação indicativa alta, arrecadando 278 milhões de dólares em todo o mundo. Com a volta do elenco original, incluindo Regina Hall e Shawn Wayans, Todo Mundo em Pânico 6 encerra um hiato que durava desde 2013, prometendo revitalizar o subgênero de paródias com a mesma energia que transformou os primeiros filmes em fenômenos culturais globais.



