Autoridades sul-coreanas solicitam prisão de Bang Si-hyuk por suposta fraude em IPO da Hybe

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Foto: Bang Si-hyuk/Divulgação

A Polícia Metropolitana de Seul solicitou formalmente a prisão de Bang Si-hyuk, o influente fundador e presidente da Hybe, sob acusações de violação das leis de mercado de capitais durante a oferta pública inicial (IPO) da companhia. A investigação, que marca um momento crítico para a empresa por trás do fenômeno global BTS, aponta que o executivo teria orquestrado um esquema para influenciar investidores a alienar ações antes da listagem oficial, direcionando os ativos para um fundo de private equity ligado a parceiros comerciais próximos.

Segundo os detalhes apurados pelas autoridades sul-coreanas, após a conclusão da abertura de capital, o fundo em questão liquidou suas posições, gerando lucros que teriam sido partilhados com Bang por meio de acordos prévios entre acionistas. Estima-se que o executivo tenha recebido cerca de 190 bilhões de won, o equivalente a aproximadamente 730 milhões de reais, representando 30% do lucro total da operação. O caso levanta questões profundas sobre a transparência da governança corporativa dentro da gigante do entretenimento, especialmente em um período de transição para seus principais talentos.

Em comunicado oficial, a defesa de Bang Si-hyuk negou veementemente as alegações de má conduta financeira, afirmando que o executivo tem cooperado com todas as solicitações das autoridades desde o início do inquérito. A nota ainda critica o pedido de prisão como uma medida desproporcional, enquanto a defesa busca esclarecer a legalidade dos acordos de acionistas sob as normas vigentes na Coreia do Sul. Apesar da contestação, o impacto no mercado foi imediato, com as ações da Hybe registrando uma queda de 2,4% no fechamento do pregão, enquanto o índice de referência KOSPI operava em território positivo.

O imbróglio jurídico também apresenta ramificações internacionais significativas para as operações da Hybe nos Estados Unidos e no Brasil. Documentos da investigação indicam que a embaixada americana em Seul tentou intervir para garantir que Bang pudesse viajar para eventos e reuniões de logística sobre a próxima turnê mundial do BTS, apesar de uma restrição de saída imposta desde agosto de 2025. O pedido de prisão agora segue para análise da Promotoria do Distrito Sul de Seul, que determinará se o caso avançará para uma audiência de custódia nos próximos dias.

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