Donald Trump atacou publicamente o Papa Leão XIV em suas redes sociais após o líder da Igreja Católica condenar as estratégias militares e as políticas de imigração do governo americano. Em publicações no Truth Social, o presidente dos Estados Unidos chamou o pontífice de “fraco” e afirmou que sua gestão na política externa é ineficiente. O conflito direto surgiu pouco depois de uma reportagem do programa “60 Minutes”, da CBS News, revelar a forte oposição de cardeais norte-americanos aos planos de guerra contra o Irã.
O governante republicano sugeriu que a escolha de Leão XIV — o primeiro Papa de nacionalidade norte-americana, eleito em 2025 — foi uma manobra política para confrontar sua presidência. Trump declarou que o pontífice deveria ser grato pelo cargo e afirmou que, sem sua presença na Casa Branca, o religioso não estaria liderando o Vaticano. O presidente justificou suas ações militares no Oriente Médio e na Venezuela como parte do mandato recebido nas urnas, destacando os índices econômicos e de segurança como provas de seu sucesso.
A crise diplomática foi agravada pelas declarações do Papa sobre o risco de um conflito em larga escala com o Irã, que ele classificou como “verdadeiramente inaceitável”. Leão XIV chegou a incentivar que os cidadãos pressionem o Congresso para impedir a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz. Em contrapartida, Trump ironizou a postura do Papa e o comparou ao seu irmão, Luís XIV, a quem descreveu como um aliado do movimento “MAGA”. Para reforçar sua imagem, o político também divulgou uma imagem feita por inteligência artificial em que aparece representado com estética messiânica.
Conforme reportado pela CBS News, os cardeais Robert McElroy, Joseph Tobin e Blase Cupich criticaram duramente o governo. McElroy definiu o conflito atual como uma “guerra de escolha” perigosa, enquanto Cupich repudiou o uso de cenas de bombardeios reais misturadas a entretenimento em postagens oficiais da Casa Branca. Por outro lado, Tobin ressaltou que a liderança de Leão XIV gerou um aumento expressivo no número de fiéis convertidos nos Estados Unidos, defendendo a relevância do atual pontífice para o cenário global.
O clima de tensão resultou na convocação do embaixador do Vaticano ao Pentágono, após o Papa criticar ações militares na Venezuela. Relatos internos indicam que funcionários do governo utilizaram termos pejorativos para descrever a atual fase da Igreja sob o comando do americano. Enquanto Washington mantém a pressão militar, o Papa Leão XIV segue com sua agenda humanitária, incluindo peregrinações internacionais e pedidos contínuos por soluções pacíficas, mantendo-se em rota de colisão com a administração Trump.



