A família Ellison poderá arcar com um custo de até US$ 9,8 bilhões caso a fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery não seja concluída. Segundo um relatório da Bloomberg, os investidores responsáveis pela operação assumiram contratualmente a obrigação de cobrir os principais custos caso o negócio seja barrado por órgãos reguladores ou não seja finalizado.
Os documentos da transação indicam que US$ 7 bilhões desse montante correspondem à multa de rescisão prevista para os acionistas da Warner Bros. Discovery. Outros US$ 2,8 bilhões seriam destinados ao reembolso da Paramount pelo pagamento feito à Netflix para encerrar um acordo anterior. Para cumprir essa obrigação, Larry Ellison e um fundo ligado à família concordaram em investir na companhia por meio da compra de novas ações.
O cronograma da operação também foi alterado recentemente. A Paramount adiou a conclusão da fusão para junho de 2027, ou até cinco dias após o desfecho das ações judiciais movidas por 12 estados dos Estados Unidos e pelo Sindicato dos Roteiristas da América (WGA), que contestam a negociação sob argumentos de concorrência.
Se a aquisição for aprovada, a família Ellison e seus parceiros passarão a assumir pagamentos trimestrais de aproximadamente US$ 650 milhões à Warner Bros. Discovery a partir de outubro. Caso a fusão seja definitivamente cancelada, esses repasses não serão realizados, mas as penalidades previstas em contrato poderão ser aplicadas.




