O julgamento federal que pode forçar a separação da Live Nation e da Ticketmaster começou nesta terça-feira em Manhattan. O Departamento de Justiça dos EUA lidera a ação judicial contra a gigante do entretenimento mundial em 2026. Quarenta procuradores-gerais estaduais acompanham o processo que acusa a empresa de sufocar a concorrência global no setor de eventos. A prática inflaciona os custos para os consumidores finais no mercado de grandes shows. O domínio de mercado é o ponto central da investigação das autoridades norte-americanas.
A indústria de shows está falida segundo a afirmação do advogado David Dahlquist durante as alegações iniciais no tribunal. O defensor do Departamento de Justiça falou para um júri sobre o controle rigoroso da competição hoje. O governo alega que a Live Nation controla 86% das vendas primárias de ingressos na atualidade. A empresa utiliza contratos de exclusividade de longo prazo para garantir este domínio institucional. Estes acordos impedem que locais de eventos busquem alternativas no setor de tecnologia e serviços de bilheteria.
O fiasco da pré-venda da turnê de Taylor Swift fundamenta a acusação de monopólio apresentada pela promotoria no caso. O Departamento de Justiça exibiu mensagens internas sobre a infraestrutura digital precária da Ticketmaster em momentos de crise. Os textos descrevem o sistema como remendado com fita adesiva durante a alta demanda de 2022. O advogado David Marriott rebateu as críticas em defesa da Live Nation no tribunal de Manhattan. Marriott afirmou que nenhuma outra companhia suportaria tal pressão tecnológica inédita no mercado atual.
O julgamento deve durar seis semanas sob o comando do juiz Arun Subramanian nos Estados Unidos. O CEO Michael Rapino e o músico Kid Rock prestarão depoimento presencial para esclarecer as práticas da companhia. Especialistas monitoram a possibilidade de um acordo sob a nova administração de Donald Trump na Casa Branca. O desfecho do processo pode redefinir toda a estrutura do mercado de entretenimento ao vivo para os próximos anos. O lucro líquido por ingresso e as taxas de serviço permanecem em discussão constante.



