O julgamento federal que pode determinar a separação da Live Nation e da Ticketmaster começou nesta terça-feira em Manhattan. O processo é conduzido pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e conta com a participação de 40 procuradores-gerais estaduais. A ação acusa a empresa de práticas anticompetitivas no mercado de eventos ao vivo.
Segundo a acusação, a Live Nation concentra cerca de 86% das vendas primárias de ingressos no país. O governo afirma que contratos de exclusividade de longo prazo dificultam a entrada de concorrentes e limitam alternativas para casas de shows e promotores.
Durante a abertura do julgamento, o advogado do Departamento de Justiça, David Dahlquist, afirmou que a estrutura atual do setor reduz a concorrência. A defesa sustenta que o modelo de integração entre promoção de eventos e venda de ingressos é eficiente e não configura monopólio.
A pré-venda da turnê de Taylor Swift em 2022 é citada pela acusação como exemplo de falhas de infraestrutura diante de alta demanda. Mensagens internas apresentadas no processo descrevem limitações técnicas da Ticketmaster durante o pico de acessos.
Em resposta, o advogado da Live Nation, David Marriott, afirmou que o sistema enfrentou um volume de tráfego acima do padrão do setor e que outras empresas também teriam dificuldades semelhantes em escala equivalente.
O julgamento está previsto para durar seis semanas, sob supervisão do juiz Arun Subramanian. O CEO Michael Rapino deve prestar depoimento, assim como o músico Kid Rock, convocado como testemunha.




