Noca da Portela, compositor, cantor e um dos principais nomes da história da Portela, morreu neste sábado (17), aos 93 anos, no Rio de Janeiro. O sambista estava internado desde abril em um hospital da Zona Norte da capital fluminense e enfrentava complicações de saúde, incluindo suspeita de pneumonia hospitalar.
Nos últimos dias, Noca da Portela havia sido transferido para o CTI após agravamento do quadro clínico. Segundo informações divulgadas anteriormente pela família, o artista também realizava exames para investigar alterações renais durante o período de internação.
Nascido Osvaldo Alves Pereira em 1932, na cidade de Leopoldina, em Minas Gerais, Noca construiu uma trajetória de mais de 70 anos ligada ao samba carioca. O compositor se tornou um dos baluartes mais reconhecidos da Portela, escola de samba de Madureira, participando da criação de sambas-enredo e de composições que marcaram diferentes gerações do gênero.
Entre suas músicas mais conhecidas está “Virada”, eternizada na voz de Beth Carvalho e associada ao período de abertura política no Brasil. Ao longo da carreira, suas composições também foram gravadas por diversos intérpretes da música popular brasileira, consolidando sua presença na história do samba.
Além da atuação artística, Noca da Portela também ocupou cargos públicos ligados à cultura. Em 2006, assumiu a Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro. Nos últimos anos, seguia envolvido em projetos musicais e lançou “Flores em Vida”, trabalho com participações de artistas da música brasileira.
A morte do sambista provocou homenagens de escolas de samba, músicos e artistas nas redes sociais. Noca da Portela deixa filhos, netos e uma trajetória diretamente ligada à preservação e ao desenvolvimento do samba brasileiro.




