Quatro membros da família Cascio protocolaram uma ação judicial em um tribunal federal de Los Angeles contra o espólio de Michael Jackson, acusando o falecido cantor de abuso sexual infantil. Edward Joseph, Dominic Savini, Marie-Nicole e Aldo Cascio afirmam que os atos teriam começado quando tinham entre sete e oito anos, ocorrendo em residências privadas e durante turnês mundiais. O grupo de irmãos, que defendeu publicamente a inocência do artista por mais de duas décadas, trouxe detalhes sobre a queixa que reacende o debate sobre o que é real e o que é exagero na cinebiografia de Michael Jackson.
O documento jurídico alega que o ambiente em torno de Jackson facilitava o acesso aos menores por meio do uso de substâncias alcoólicas e materiais pornográficos. Segundo os queixosos, funcionários do cantor auxiliavam na logística que impedia a descoberta das atividades. O processo nomeia como réus os administradores John Branca e John McClain, além do investigador Herman Weisberg, sob o argumento de que a estrutura corporativa do artista era utilizada para estabelecer vínculos obsessivos com a família e seus pais.
A defesa do espólio, representada pelo advogado Martin Singer, classifica o processo como uma estratégia financeira oportunista coincidindo com a estreia de Michael nos cinemas. Singer sugere que o alvo seria o lucro em torno da produção, que recentemente bateu recorde de custo e se tornou a cinebiografia musical mais cara da história. O advogado afirma que os irmãos já receberam US$ 2,8 milhões cada em um acordo de 2019, o qual os Cascio agora contestam alegando terem sido induzidos ao erro.
Enquanto o embate avança na Califórnia, o longa segue em exibição com Jaafar Jackson no papel principal. A produção conta com nomes como Miles Teller e Colman Domingo, embora a montagem final tenha passado por ajustes, como o caso em que Kat Graham explica o corte de Diana Ross do filme. O espólio reitera que as novas acusações contradizem depoimentos dados pelos próprios irmãos à imprensa em anos anteriores, como no programa de Oprah Winfrey em 2010.




