Quatro membros da família Cascio protocolaram uma ação judicial em um tribunal federal de Los Angeles contra o espólio de Michael Jackson, acusando o falecido cantor de abuso sexual infantil. Edward Joseph, Dominic Savini, Marie-Nicole e Aldo Cascio afirmam que os atos teriam começado quando tinham entre sete e oito anos, ocorrendo em residências privadas e durante turnês mundiais. O grupo de irmãos, que defendeu publicamente a inocência do artista por mais de duas décadas, concedeu detalhes sobre a queixa ao The New York Times nesta sexta-feira (24).
O documento jurídico alega que o ambiente em torno de Jackson facilitava o acesso aos menores por meio do uso de substâncias alcoólicas e materiais pornográficos. Segundo os queixosos, funcionários do cantor auxiliavam na logística que impedia a descoberta das atividades. O processo nomeia como réus os administradores John Branca e John McClain, além do investigador Herman Weisberg, sob o argumento de que a estrutura corporativa do artista era utilizada para estabelecer vínculos obsessivos com a família e seus pais.
A defesa do espólio, representada pelo advogado Martin Singer, classifica o processo como uma estratégia financeira oportunista coincidindo com a estreia da cinebiografia Michael nos cinemas. Singer afirma que os irmãos já receberam US$ 2,8 milhões cada um em um acordo firmado em 2019, após o lançamento do documentário Deixando Neverland, em troca do silêncio sobre as alegações. Os Cascio agora contestam esse acerto prévio, alegando terem sido induzidos ao erro por advogados que, na verdade, protegiam os interesses do patrimônio de Jackson.
Enquanto o embate jurídico avança na Califórnia, o longa-metragem Michael segue em exibição no Brasil, trazendo Jaafar Jackson no papel principal sob a direção de Antoine Fuqua. A produção, que abrange desde o início no Jackson 5 até a ascensão da carreira solo, conta com Miles Teller e Colman Domingo no elenco. O espólio reitera que as novas acusações contradizem depoimentos dados pelos próprios irmãos à imprensa em anos anteriores, como no programa de Oprah Winfrey em 2010.



