Afrika Bambaataa morreu aos 67 anos nesta quinta-feira (9) após complicações decorrentes de um câncer, encerrando a trajetória de um dos nomes mais influentes da formação do hip-hop moderno.
Segundo informações do site TMZ, o DJ, rapper e produtor vinha tratando a doença antes do agravamento do quadro de saúde. Ele foi uma das figuras centrais na consolidação da cultura hip-hop nos Estados Unidos a partir da década de 1970.
Nascido em meados da década de 1950, Bambaataa ganhou destaque ao organizar eventos comunitários em Nova York e fundar a Universal Zulu Nation, movimento cultural que utilizava música e dança como ferramenta de inclusão social e afastamento da criminalidade entre jovens.
Nos anos 1980, sua carreira musical atingiu projeção internacional com faixas como “Planet Rock”, considerada uma das mais importantes da história do gênero, influenciando diretamente a construção do hip-hop e também impactando sonoridades no Brasil, especialmente no desenvolvimento do funk carioca.
Em 2016, o artista foi alvo de acusações de abuso sexual envolvendo episódios ocorridos entre as décadas de 1980 e 1990, período em que ele negou as denúncias e acabou afastado da liderança da Universal Zulu Nation, além de responder a processos judiciais.
Sua morte encerra a trajetória de um dos nomes mais importantes da história do hip-hop, marcado tanto pela contribuição musical quanto pelas controvérsias em sua vida pessoal.



