Canal+ encerra operações do serviço de streaming Showmax

Logotipo da plataforma de streaming Showmax exibido em uma tela digital com fundo escuro e iluminação azul.
Foto: Showmax/Canal+

O grupo Canal+ oficializou o encerramento das operações do Showmax, plataforma de streaming da sul-africana MultiChoice. Segundo a Variety, a descontinuação ocorre porque uma revisão estratégica identificou prejuízos insustentáveis na unidade de negócios. A joint venture contava com a NBCUniversal, que detinha 30% de participação na operação. O fechamento marca o fim de uma das principais iniciativas de streaming no continente africano.

As empresas investiram cerca de 309 milhões de dólares para reformular a tecnologia do Showmax com base no sistema do Peacock. Porém, as metas de crescimento de assinantes prometidas aos investidores jamais se concretizaram no mercado continental. A plataforma enfrentava a concorrência direta de gigantes globais como Netflix e Amazon Prime Video em território africano. O cenário competitivo dificultou a retenção de usuários e a expansão da base paga.

Maxime Saada, CEO do Canal+, afirmou que o fracasso comercial da plataforma era evidente para a gestão. O fechamento contribuirá para economizar 400 milhões de euros até 2030 através de cortes agressivos na estrutura. Ainda assim, a MultiChoice pretende realocar os funcionários para outras divisões da empresa. O conteúdo original produzido para o streaming será transferido para os canais de TV paga do grupo.

O Showmax surgiu em 2015 como a principal tentativa de frear o avanço do streaming independente na África. Entretanto, a descontinuação reflete um cenário de retração no investimento em conteúdos locais e produções regionais. Especialistas apontam que o Canal+ deve agora priorizar parcerias de distribuição direta com a própria Netflix. A estratégia visa reduzir custos operacionais mantendo a oferta de entretenimento aos clientes.

A decisão encerra uma janela importante para histórias autorais na África do Sul e na Nigéria. A MultiChoice apresentará seus resultados financeiros consolidados no dia 11 de março para detalhar os custos da transição. O mercado audiovisual aguarda agora os próximos passos do grupo francês para consolidar sua liderança no setor de entretenimento internacional. A movimentação sinaliza uma mudança profunda na distribuição de vídeo sob demanda na região.

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