Megyn Kelly utilizou seu programa para lançar críticas severas contra a terceira temporada de Euphoria, focando especificamente no material promocional envolvendo a atriz Sydney Sweeney. Durante o episódio de terça-feira do “The Megyn Kelly Show”, a apresentadora condena a escolha estética de vestir a personagem Cassie como um bebê em contextos sensuais, classificando a abordagem como uma sexualização inaceitável. Na nova fase da trama exibida aos domingos pela HBO, a personagem segue carreira como modelo em plataformas de conteúdo adulto, o que gerou cenas onde Sweeney aparece utilizando chupeta e trajes infantis, elementos que Kelly definiu como doentios.
A apresentadora direcionou grande parte de sua indignação a Sam Levinson, criador e diretor da série, mencionando relatos anteriores de que o cineasta insistiria em cenas de nudez desnecessárias. Em entrevista ao seu próprio público, Megyn Kelly relembrou que a própria Sydney Sweeney já teria solicitado a diminuição de sequências de exposição gratuita em temporadas passadas. Para Kelly, o comportamento de Levinson representa um problema recorrente em Hollywood, onde os limites do bom senso seriam ignorados em prol de fetiches que a maioria das pessoas consideraria repulsivos, afetando atrizes que raramente conseguem recusar tais exigências criativas.
A polêmica marca uma mudança na postura de Kelly em relação à atriz, de quem se declarou admiradora no ano passado após Sweeney ser alvo de críticas por uma campanha publicitária. Na ocasião, a jornalista defendeu a artista contra comentários sobre seu biótipo, mas agora afirma não acreditar que a estrela tenha aceitado participar de sequências que sugerem a exploração visual de elementos da infância. Além de Sweeney, o novo ano da produção conta com o retorno de Zendaya, Jacob Elordi, Maude Apatow, Hunter Schafer e Alexa Demie, mantendo a série como um dos pilares de audiência do canal pago.
O impacto das declarações de Megyn Kelly repercute entre os fãs brasileiros, que acompanham a série simultaneamente pela plataforma Max e pelo canal por assinatura. O debate sobre a linha tênue entre a liberdade artística e o conteúdo excessivamente provocativo de Sam Levinson não é novo, mas ganha força com as acusações de que o diretor estaria cruzando limites éticos na construção visual dos personagens. Até o momento, nem a HBO nem os representantes de Sydney Sweeney se manifestaram sobre as declarações da apresentadora, enquanto a temporada segue sua exibição regular explorando os novos rumos profissionais dos jovens de East Highland.



