O retorno de Sidney Prescott colocou Pânico 7 novamente no centro do mercado de terror em 2026. A produção da Paramount e da Spyglass liderou as bilheterias de sexta-feira na América do Norte ao arrecadar US$ 28,8 milhões em 3.540 salas, superando as projeções iniciais do estúdio. Com esse início, a expectativa é que o filme encerre o primeiro fim de semana próximo dos US$ 60 milhões, o que representaria a maior abertura da franquia.
O desempenho reforça o impacto do retorno de Neve Campbell, ausente nos capítulos recentes. Filmes anteriores sem a presença completa do elenco original tiveram recepção mais dividida, enquanto a nova produção se beneficia diretamente do apelo nostálgico e da conexão com o público de longa data. A decisão de trazer Kevin Williamson para a direção também marca uma retomada criativa, já que o roteirista esteve ligado à identidade original da série desde o primeiro filme.
Além do resultado doméstico, o desempenho inicial indica forte demanda internacional, incluindo o mercado brasileiro, onde o gênero de terror mantém alta ocupação de salas no início do ano. A combinação entre reconhecimento da marca e continuidade narrativa tem sido um fator relevante para sustentar grandes estreias no período.
Na concorrência, a animação GOAT ficou com a segunda posição, atraindo o público familiar, enquanto O Morro dos Ventos Uivantes, dirigido por Emerald Fennell, manteve estabilidade em sua terceira semana. Outros lançamentos, como o filme-concerto do Twenty One Pilots e o policial Crime 101, ocupam nichos mais específicos e não impactaram diretamente a liderança de Pânico 7.
O resultado inicial sugere uma retomada do interesse por filmes slasher de maior orçamento, especialmente quando associados a franquias consolidadas. A manutenção do desempenho nas próximas semanas deve indicar o potencial final de arrecadação do filme e o espaço do gênero no calendário de lançamentos de 2026.




