O Brasil marca presença no Marché du Film do Festival de Cannes 2026 com uma estratégia centrada em coproduções internacionais e na ampliação de parcerias comerciais no audiovisual. A área de mercado do evento reúne estandes de diversos países e funciona como um dos principais pontos de negociação da indústria cinematográfica global.
Com o estande Cinema do Brasil reunindo cerca de 80 empresas, a participação brasileira ocorre em um momento de expansão do setor audiovisual. A atuação no Festival de Cannes busca consolidar o desempenho recente do país em festivais e premiações internacionais, além de fortalecer acordos de distribuição e financiamento de novos projetos.
Nos últimos anos, o cinema brasileiro ganhou destaque no circuito internacional com títulos como “O Último Azul”, “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto”. As produções tiveram passagem por festivais como Berlim e Cannes e também apareceram em premiações como o Oscar, ampliando o interesse por obras nacionais no mercado externo.
Dados do setor indicam que o audiovisual brasileiro movimentou R$ 70,2 bilhões na economia em 2024 e registrou R$ 1,41 bilhão em investimentos públicos em 2025. No mesmo período, 367 filmes nacionais foram lançados comercialmente, com público superior a 11 milhões de espectadores nas salas de cinema.
Segundo a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, o momento atual representa uma fase de crescimento da produção nacional e aumento da demanda internacional. A instituição atua para transformar esse cenário em oportunidades de exportação e expansão de parcerias, com foco em coproduções e inserção do Brasil em redes globais de financiamento.
Dentro da programação do Marché du Film 2026, o Cinema do Brasil promove reuniões de negócios e sessões de matchmaking com mais de 25 parceiros internacionais, incluindo países da Europa, América Latina e Ásia. A agenda também inclui iniciativas voltadas para mercados estratégicos como China, Coreia do Sul, Índia e Japão.
Entre os projetos em destaque estão coproduções como “La Perra”, “Seis Meses no Prédio Rosa e Azul”, “Elefantes na Névoa” e “Paper Tiger”, que envolvem produtores brasileiros em diferentes funções. Os títulos integram a estratégia de inserção do país em projetos internacionais de maior escala.
A programação também inclui painéis sobre coprodução internacional e uso de Inteligência Artificial no audiovisual, com participação de representantes brasileiros e estrangeiros. As discussões abordam temas como inovação tecnológica, relações Brasil–Japão e diversidade no setor cinematográfico.
O Cinema do Brasil afirma que a presença no Marché du Film 2026 reflete a diversidade da produção nacional e a ampliação da atuação brasileira no mercado internacional, com foco em continuidade de crescimento e consolidação de parcerias estratégicas.




