Andrew Garfield falou sobre o processo de preparação para interpretar Sam Altman em “Artificial”, novo filme de Luca Guadagnino sobre a crise que abalou a OpenAI em 2023.
Em entrevista à Esquire UK, Garfield explicou que não conhecia Altman pessoalmente e que construiu sua interpretação a partir do roteiro, de transcrições judiciais, entrevistas e outras pesquisas sobre o executivo.
“Eu não conheço Sam Altman. Nunca o encontrei”, afirmou o ator. Para Garfield, o objetivo era compreender o personagem a partir do material disponível e da história que o filme pretende contar.
O ator também contou que seu processo de atuação o levou a procurar dentro de si características que associa a Altman, inclusive traços que normalmente preferiria rejeitar. Para explicar esse exercício, Garfield recorreu ao conceito de “sombra”, desenvolvido pelo psicólogo Carl Jung.
Segundo o ator, esse processo também o fez refletir sobre a capacidade de reconhecer características negativas dentro de si mesmo. Garfield relacionou essa ideia à ascensão de figuras políticas e ao modo como as pessoas podem rejeitar determinados traços sem perceber que eles também existem em algum nível dentro delas.
“Artificial” acompanha os acontecimentos de novembro de 2023, quando Sam Altman foi afastado repentinamente do cargo de CEO da OpenAI. O executivo acabou retornando à empresa poucos dias depois.
Além de Garfield, o elenco conta com Monica Barbaro como Mira Murati, ex-diretora de tecnologia da OpenAI; Yura Borisov como Ilya Sutskever, cofundador e ex-cientista-chefe da empresa; e Ike Barinholtz como Elon Musk. Cooper Hoffman, Jason Schwartzman, Billie Lourd, Zosia Mamet, Chris O’Dowd e Mark Rylance também participam.
Simon Rich escreveu o roteiro, enquanto Luca Guadagnino dirige o longa.
A Amazon MGM Studios originalmente desenvolveu e financiou “Artificial”, com orçamento estimado em US$ 40 milhões. O estúdio, porém, desistiu do projeto em junho, depois da conclusão das filmagens principais.
Na época, a Amazon afirmou que acreditava que o filme poderia ter melhores resultados caso fosse lançado por outro estúdio. Posteriormente, a Neon adquiriu os direitos para distribuir o longa nos cinemas mundialmente.





