O filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, voltou ao centro de questionamentos após novas reportagens levantarem dúvidas sobre a estrutura da produtora responsável pelo projeto. Segundo informações da coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, a jornalista Karina Ferreira da Gama, ligada à Go Up Entertainment, não possui histórico de produções cinematográficas ou televisivas lançadas no Brasil ou no exterior.
A apuração também aponta que outras empresas associadas ao nome da produtora na ANCINE, como a Go7 Assessoria e o Instituto Conhecer Brasil, não têm registros de lançamentos no setor audiovisual. O levantamento reforça as dúvidas sobre a experiência prévia das companhias envolvidas na produção.
O longa surge em meio a investigações mais amplas envolvendo o Banco Master. Reportagens do The Intercept Brasil indicam que Flávio Bolsonaro teria recebido cerca de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, citado nas apurações, com suposta destinação ligada ao financiamento do filme, apontado como uma das produções de maior orçamento do cinema nacional.
De acordo com essas reportagens, o histórico limitado da produtora, que teria sido convidada por Mário Frias na ANCINE, levanta questionamentos sobre a estrutura de produção e o uso dos recursos envolvidos no projeto.
No elenco, Jim Caviezel interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao lado de nomes como Lynn Collins, Esai Morales e Felipe Folgosi. A direção é de Cyrus Nowrasteh, com roteiro atribuído a Mário Frias em informações divulgadas sobre o projeto.
O filme ainda não teve data oficial de estreia confirmada, mas a previsão inicial é de lançamento no Brasil em setembro.




