O Disney+ deu continuidade à sua recente política de ajustes de inventário com a remoção do longa-metragem Romeu e Julieta (2013) de seu catálogo internacional no último dia 21 de abril. A saída da produção marca a 20ª exclusão realizada pela plataforma apenas no mês de abril de 2026, sinalizando um movimento mais agressivo da Disney na curadoria de títulos licenciados e originais em sua biblioteca global. O filme, que chegou ao Disney+ em junho de 2024 após a unificação operacional com o Star+ na América Latina, encerrou sua permanência no serviço sem aviso prévio aos assinantes, uma prática que tem se tornado comum na estratégia de manutenção de direitos das gigantes do streaming.
Dirigida por Carlo Carlei sob roteiro de Julian Fellowes, o criador de Downton Abbey, a produção buscou revitalizar a tragédia clássica de William Shakespeare com uma abordagem visualmente suntuosa e ambientação histórica rigorosa. O projeto ganhou notoriedade à época por ser um dos primeiros financiamentos da Swarovski Entertainment, braço cinematográfico da famosa joalheria, que utilizou os históricos estúdios Cinecittà em Roma e locações reais em Verona para recriar a estética do período renascentista. A produção também foi marcada por mudanças em seu desenvolvimento inicial, com Hailee Steinfeld assumindo o papel de Julieta aos 16 anos, após a saída de Lily Collins devido a conflitos de cronograma, enquanto Douglas Booth garantiu o papel de Romeu após um processo seletivo competitivo.
A retirada de Romeu e Julieta ocorre em um contexto de revisão de custos de licenciamento e otimização de catálogos pelas grandes plataformas de distribuição digital. Embora o título mantivesse um apelo de nicho por sua fidelidade estética, a sua remoção sublinha a crescente volatilidade das bibliotecas de streaming modernas, onde títulos que migraram de serviços integrados frequentemente enfrentam janelas de exibição mais curtas. Com este movimento, a Disney reforça uma tendência observada ao longo deste mês, que já impactou dezenas de produções e força o público a buscar alternativas como mídia física ou lojas digitais de compra e aluguel para acessar conteúdos que deixaram de ser prioritários para o modelo de assinatura recorrente da companhia.




