Elizabeth Taylor conquistou seu primeiro Oscar de Melhor Atriz por um trabalho que não apreciava. Ela aceitou protagonizar Disque Butterfield 8 como forma de encerrar seu contrato de exclusividade com a MGM.
Na época, a 20th Century Fox ofereceu US$ 1 milhão para que Taylor interpretasse Cleópatra, projeto que se tornaria seu próximo grande papel. A atriz, porém, demonstrava insatisfação com o roteiro de John O’Hara e considerava a personagem de Gloria Wandrous mal desenvolvida.
Segundo registros do documentário Elizabeth Taylor: As Fitas Perdidas, disponível na Max, a atriz atuou sob forte conflito pessoal com o material. O filme, dirigido por Daniel Mann, acompanha a trajetória de uma modelo em Nova York envolvida em relações passageiras.
Durante a produção em 1959, Taylor solicitou alterações no roteiro e contestou diálogos que considerava fracos. Relatos da equipe indicam episódios de tensão no set, incluindo manifestações de descontentamento durante pausas de gravação.
Apesar do contexto, o longa se tornou um sucesso comercial para a MGM em 1960, com arrecadação estimada em US$ 9 milhões nos Estados Unidos. A crítica da época reconheceu a performance da atriz, mesmo com as controvérsias em torno de sua relação com o projeto.
O papel rendeu a Taylor o Oscar de Melhor Atriz, após três indicações anteriores em sua carreira. O filme também contou com participação de Eddie Fisher no elenco de apoio e abriu caminho para a contratação da atriz em Cleópatra.




