Kleber Mendonça Filho afirmou, em entrevista à Variety, que está escrevendo um livro sobre o período em que promoveu “O Agente Secreto” ao redor do mundo, após a trajetória do filme em festivais e premiações. A declaração foi feita durante participação no Encontro Nacional da Rede de Talentos do Projeto Paradiso, realizado em Recife.
O diretor relatou que a circulação internacional do longa permitiu contato direto com diferentes setores da indústria, incluindo salas de exibição, crítica e público. “Não é todo ano que tenho a chance de circular por esse universo cinematográfico”, disse ao comentar a experiência.
No mesmo evento, Mendonça Filho destacou a parceria com a distribuidora Neon, responsável pelo lançamento do filme em mercados internacionais. Segundo ele, o envolvimento da empresa teve impacto no alcance do projeto. “Se você tem a Neon como opção, não é nem uma escolha”, afirmou.
O cineasta também mencionou que o processo de escolha de parceiros pode partir do interesse das próprias empresas. Ele citou a colaboração com a produtora MK2, iniciada após uma reunião durante o Festival de Cannes em 2023.
Após o desempenho de “O Agente Secreto”, Mendonça Filho disse que tem recebido propostas para dirigir projetos fora do Brasil. O diretor afirmou que considera essas possibilidades, mas segue desenvolvendo ideias próprias, incluindo um novo filme possivelmente ambientado em Recife na década de 1930.
A produtora Emilie Lesclaux, que participou do painel ao lado do diretor, comentou que o Cinemascópio mantém uma estrutura reduzida e, por isso, não amplia o número de produções simultâneas. Ela citou projetos em andamento com nomes como Leonardo Lacca, Maya Da-Rin e Helen Beltrame-Linné.
Lesclaux também abordou a experiência com coproduções internacionais, indicando que o modelo se tornou recorrente por questões financeiras e criativas. Em “O Agente Secreto”, o filme reuniu parcerias entre Brasil, França, Alemanha e Holanda.



