Zelda Williams voltou a denunciar o uso de Inteligência Artificial para recriar a imagem e a voz de seu pai, Robin Williams. A diretora de “Lisa Frankenstein” se manifestou nesta segunda-feira (21) após ser mostrada a um suposto vídeo privado do ator falando sobre teorias da conspiração.
Em publicação no X, Zelda afirmou que o material é claramente produzido por IA e criticou as pessoas que acreditaram que a gravação fosse verdadeira. Para ela, a voz utilizada no vídeo é artificial e não reproduz de forma convincente a maneira como seu pai falava.
That supposedly ‘private video’ of dad that I’ve been shown talking about conspiracies is clearly AI, and not even particularly convincing AI. Anyone who claims to be a fan who believes it clearly listened to his movies on mute because that voice is robotic and terrible. That…
— Zelda Williams (@zeldawilliams) September 21, 2026
A diretora também questionou o uso da imagem do pai para fazê-lo parecer defensor de ideias que nunca apresentou publicamente. Zelda criticou quem produziu o vídeo e pediu que Robin seja deixado fora desse tipo de conteúdo.
“Só porque ele se foi não significa que agora ele é seu fantoche”, escreveu Zelda. Na sequência, encerrou a mensagem com um pedido direto aos responsáveis pela circulação das recriações: “Tenham vergonha”.
A nova manifestação retoma uma preocupação que Zelda já havia expressado anteriormente. Em outubro de 2025, ela pediu aos seguidores que parassem de enviar vídeos de Robin Williams produzidos com inteligência artificial, afirmando que não queria assistir às recriações e que aquilo não era o que seu pai gostaria.
Em agosto de 2026, Zelda voltou a abordar o assunto ao lado dos irmãos Zak e Cody Williams. Os três retomaram a conta oficial de Robin Williams no Instagram com a intenção de compartilhar fotos, vídeos, histórias e lembranças autênticas do ator, em uma reação ao uso de sua imagem e voz em conteúdos gerados por IA.
Robin Williams morreu em 2014, aos 63 anos. O ator ficou conhecido por filmes como “Gênio Indomável”, “Jumanji”, “Sociedade dos Poetas Mortos” e “Uma Babá Quase Perfeita”. Nos últimos anos, sua imagem e sua voz passaram a ser utilizadas em diferentes recriações digitais, incluindo conteúdos que o fazem parecer dizer coisas que nunca disse.





