Shuhei Yoshida afirmou que foi retirado da liderança da então Sony Worldwide Studios, atual PlayStation Studios, após discordar de decisões do ex-CEO Jim Ryan. A declaração foi feita durante participação no festival australiano ALT: GAMES 2026.
Segundo o executivo, que liderou a divisão por 11 anos, a mudança ocorreu em 2019. “Jim Ryan queria me tirar do cargo principal porque eu não o ouvia”, disse Yoshida, acrescentando que recusou propostas que considerou inadequadas. A fala foi feita em tom leve durante a apresentação.
Na época, a Sony comunicou apenas que Yoshida deixaria a presidência da Worldwide Studios para assumir uma nova função focada no apoio a desenvolvedores independentes. Hermen Hulst foi anunciado como substituto na liderança da divisão.
Yoshida afirmou que aceitou o novo cargo por já ter afinidade com o setor. “Gostei muito do papel de promover e divulgar jogos independentes”, disse. Ele passou a atuar como chefe da iniciativa PlayStation Indies.
Durante sua carreira na empresa, iniciada nos anos 1990, o executivo esteve envolvido no desenvolvimento de franquias como “God of War”, “Uncharted”, “The Last of Us” e “Ghost of Tsushima”, este último entre seus trabalhos finais à frente dos estúdios internos.
Jim Ryan ocupou o cargo de CEO da Sony Interactive Entertainment entre 2019 e 2024, período em que a empresa expandiu operações para cinema e TV, realizou aquisições de estúdios e ampliou a estratégia de lançamentos para PC e jogos como serviço.
Yoshida deixou a PlayStation em janeiro de 2025, após 31 anos na companhia, e fundou a consultoria Yosp Inc., voltada ao mercado independente. Segundo ele, a atividade mantém o mesmo foco que desenvolveu nos últimos anos dentro da empresa.
Na mesma apresentação, o executivo discutiu critérios para o sucesso de jogos independentes e citou exemplos de títulos que o impactaram, além de afirmar que evitar seguir tendências pode ser decisivo para novos projetos.



