“Apenas 2%”: Alicia Keys detona machismo na indústria musical e cobra abertura para mulheres

Alicia Keys posa em estúdio de gravação com expressão séria
Foto: Paola Kudacki

Alicia Keys manifestou duras críticas à estrutura da indústria fonográfica, descrevendo-a como um ambiente restritivo que funciona como uma espécie de “panelinha” masculina. Em entrevista concedida ao jornal The Times, a ganhadora de 17 estatuetas do Grammy expôs um dado alarmante: as mulheres ocupam apenas 2% das vagas em todo o setor de produção e engenharia de som. A artista ressaltou que, embora existam profissionais femininas qualificadas, as portas do mercado permanecem fechadas para elas.

A cantora e produtora afirmou que, diante do cenário de exclusão, decidiu focar na criação de novas frentes de trabalho em vez de apenas lamentar as estatísticas. Sobre o conteúdo de suas canções, Keys esclareceu que o tom de empoderamento feminino em sua discografia não foi uma estratégia planejada. Segundo a artista, essas letras surgiram organicamente como um mecanismo de incentivo pessoal para enfrentar períodos em que não se sentia fortalecida emocionalmente.

A respeito da gestão de carreira, Alicia Keys aconselhou que novos talentos priorizem o controle sobre sua própria propriedade intelectual. Ela alertou para as dificuldades de negociar com executivos e advogados que focam exclusivamente em comissões financeiras, sem se preocupar com a longevidade do músico. Para Keys, dominar o lado comercial e atuar como o próprio defensor é a única forma de prosperar em um sistema que raramente oferece suporte genuíno à permanência do artista.

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