Demon Hunter processa Netflix por “KPop Demon Hunters” e alega confusão de marca

Demon Hunter processa a Netflix por suposta violação de marca envolvendo KPop Demon Hunters.
Foto: Netflix

A banda cristã de metal Demon Hunter entrou com um processo contra a Netflix e a AEG Presents por causa de “KPop Demon Hunters”, filme de animação da plataforma. A ação foi apresentada pela Hyde Lane, empresa ligada à banda, e envolve alegações de violação de marca registrada e concorrência desleal.

A banda afirma que possui registros da marca “Demon Hunter” em diferentes categorias e sustenta que o uso de “KPop Demon Hunters” provocou uma probabilidade substancial de confusão entre os projetos. O grupo também solicitou que o caso seja levado a julgamento por júri.

A AEG Presents aparece como ré por seu envolvimento na turnê de “KPop Demon Hunters”, anunciada no início deste ano e planejada para passar por 150 cidades.

Formada em Seattle por Ryan Clark e Don Clark em 2000, a Demon Hunter lançou seu primeiro álbum em 2002 e seguiu com trabalhos de estúdio e ao vivo nas décadas seguintes. O lançamento mais recente citado no processo é “There Was a Light Here”, de 2025.

Segundo a ação, o sucesso do filme já teria provocado situações de confusão envolvendo a banda. Um dos exemplos apresentados é o de um homem que enviou um e-mail em fevereiro pedindo reembolso depois de gastar US$ 500 em ingressos. De acordo com o processo, ele acreditava ter comprado entradas para assistir à banda feminina fictícia do filme.

A banda também afirma que recebeu um contato do programa “Inside Edition”, da CBS, solicitando uma entrevista com o compositor de “KPop Demon Hunters”, Yu-Han Lee, sobre a conquista do Oscar. Além disso, a Hyde Lane diz que passou a ter dificuldades para encontrar shows e produtos de Demon Hunter em buscas online, porque os resultados priorizariam o filme da Netflix.

A empresa também questiona o uso de “KPop” antes de “Demon Hunters”. Segundo o processo, acrescentar o termo não seria suficiente para eliminar a possibilidade de confusão, já que “K-Pop” seria genérico demais para diferenciar as marcas.

A dimensão do conflito também está ligada ao alcance do filme. Segundo os dados citados no processo, “KPop Demon Hunters” registrou 20,5 bilhões de minutos visualizados na Netflix em 2025. A animação também conquistou prêmios como Oscar, Grammy e Globo de Ouro, enquanto uma sequência já foi confirmada para 2029.

A Hyde Lane busca, entre outras medidas, uma liminar e a recuperação de lucros atribuídos à Netflix e à Netflix Studios.

A Netflix contestou as alegações. Em comunicado à Variety, um porta-voz da empresa classificou o processo como infundado e afirmou que a companhia pretende defender o caso. A declaração também destacou o alcance global de “KPop Demon Hunters” e a repercussão de sua música, história e personagens.

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