Karol G prepara sua estreia como atração principal do Coachella com foco em impacto direto na comunidade latina, adotando uma estratégia mais cuidadosa para seu posicionamento público no festival.
Em entrevista à Playboy, a artista colombiana afirmou que pretende usar o alcance do evento — um dos maiores festivais de música dos Estados Unidos — de forma consciente, evitando manifestações superficiais e priorizando ações que tenham efeito real. A discussão envolve o contexto do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, conhecido como “ICE”, frequentemente criticado por medidas rígidas contra imigrantes, especialmente latinos.
A cantora indicou que existe pressão e risco ao se posicionar publicamente sobre o tema. Segundo ela, artistas podem enfrentar consequências diretas, como restrições profissionais, ao abordar questões sensíveis. Ainda assim, deixou claro que não descarta se manifestar, mas pretende fazer isso de maneira estruturada e com propósito definido.
Karol G também questionou a eficácia de discursos já popularizados no meio artístico, como slogans utilizados em protestos. Para a artista, repetir mensagens prontas pode não gerar mudanças concretas, o que reforça sua decisão de aguardar o momento certo para se posicionar de forma mais consistente e representativa.
“Tenho um palco enorme e quero usar isso da forma certa”, afirmou. A cantora explicou que busca entender melhor o impacto de suas ações antes de transformá-las em discurso público, destacando que sua prioridade é representar a comunidade latina com responsabilidade.
A apresentação marca um momento relevante na carreira da artista, que se torna uma das poucas latinas a liderar o festival. No line-up deste ano, ela sobe ao palco principal no domingo à noite, encerrando o evento em dois fins de semana consecutivos, após shows de Sabrina Carpenter e Justin Bieber nos dias anteriores.



