Madonna criticou o uso da Inteligência Artificial na criação artística e afirmou que a tecnologia representa “o oposto de fazer arte”. Em entrevista à Vogue Itália, a cantora relacionou o tema às mudanças na indústria da música e às reflexões presentes em seu novo álbum, Confessions on a Dance Floor: Part II.
Ao comparar o cenário atual com o início de sua carreira, Madonna lamentou a perda da convivência entre artistas de diferentes áreas e criticou a importância dada aos números nas plataformas digitais.
“Antigamente, você convivia com pintores, músicos, dançarinos e artistas em um só lugar, trabalhando em harmonia e em sintonia com o outro. Eu valorizo muito essa experiência. Hoje em dia, isso não acontece mais. Para conseguir um contrato com uma gravadora, você só pensa em quantos fãs tem”, afirmou.
A artista também explicou que uma das músicas do novo disco aborda sua rejeição à obsessão por métricas e algoritmos, defendendo uma visão mais criativa da produção musical.
“É por isso que em ‘Bring Your Love’ eu digo: ‘Não tentem me distrair com números’. Para mim, tudo começou quando parei de pensar nas paradas musicais, nos números de streaming. Algoritmos e inteligência artificial são o oposto de correr riscos e, para mim, isso é o oposto de fazer arte”, declarou.
Confessions on a Dance Floor: Part II será lançado em 3 de julho e marca o primeiro álbum de músicas inéditas de Madonna desde Madame X, de 2019. O projeto funciona como uma continuação do disco lançado em 2005 e foi desenvolvido com uma estrutura inspirada em um set de DJ, voltada para as pistas de dança.
Segundo a cantora, o novo trabalho busca retratar a pista de dança como um espaço de conexão, expressão e experiência coletiva.




