Um grupo ligado ao coletivo Players Alliance HQ realizou um protesto em frente à sede da Electronic Arts na última segunda-feira (11), em manifestação contrária à aquisição da empresa pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita e por Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A mobilização ocorreu em uma área próxima ao campo de Madden, que havia sido fechado pela própria Electronic Arts antes da ação. Segundo relatos do grupo, seguranças foram acionados no local e impediram a entrega de uma petição com cerca de 70 mil assinaturas contra o acordo de aquisição da EA.
O coletivo afirma que o objetivo do protesto é pressionar pela interrupção da compra. De acordo com suas preocupações, a operação poderia levar a empresa a assumir parte de uma dívida estimada em US$ 20 bilhões, além de possíveis cortes de custos e demissões como forma de compensação financeira após a conclusão do negócio.
Entre os pontos levantados pelo grupo também está a possibilidade de mudanças na direção criativa da companhia após a aquisição. Eles citam estúdios como a BioWare e franquias como “Dragon Age” como exemplos de propriedades que, segundo suas alegações, poderiam ser descontinuadas ou ter seu direcionamento alterado pelos novos controladores.
Em comunicado, Zefrine, streamer da Twitch e integrante da Players Alliance HQ, afirmou que “jogadores invadiram a sede da EA porque não estamos mais dispostos a ficar de braços cruzados enquanto empresas de private equity e executivos corporativos transformam os jogos em mais uma indústria baseada na exploração dos consumidores”. Ele acrescentou que a empresa teria limitado o acesso ao campo de Madden diante da pressão pública e que mais de 70 mil jogadores apoiam a petição contra o acordo.
Em relação à entrega das assinaturas, a EA teria recusado o acesso direto dos manifestantes ao prédio. Um representante do grupo afirmou que a segurança impediu a entrada, mas que a petição seria encaminhada internamente às equipes responsáveis pela companhia.




