Crítica: Young Sherlock de Guy Ritchie na Amazon é mais boba que divertida

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Foto: Prime Video

Young Sherlock chegou ao Prime Video com direção de Guy Ritchie e uma abordagem livre do material de Arthur Conan Doyle. A série apresenta Sherlock Holmes aos 19 anos, interpretado por Hero Fiennes Tiffin, em uma fase anterior à formação clássica do personagem. Na trama, ele trabalha como assistente de limpeza em Oxford e acaba envolvido em uma conspiração de escala internacional.

Ritchie mantém elementos visuais conhecidos, como edição acelerada e trilha contemporânea. A série, porém, dedica mais tempo a cenas de ação e treinamento físico do que à construção do raciocínio dedutivo do protagonista. A relação com James Moriarty, interpretado por Dónal Finn, ocupa o centro da narrativa. Já a ausência de John Watson altera a dinâmica tradicional da história.

O enredo inclui uma princesa chinesa ligada a artes marciais e uma sociedade secreta formada por acadêmicos. Colin Firth e Natascha McElhone aparecem no elenco, mas com participação limitada ao longo dos episódios. Parte da temporada desacelera o ritmo ao priorizar conflitos pessoais, deixando o mistério principal em segundo plano.

A produção investe na recriação de época e mantém alto padrão técnico. Ainda assim, a série se aproxima mais de um thriller juvenil de ação do que de uma narrativa investigativa centrada em lógica e dedução. Para quem espera uma adaptação próxima ao material original, a proposta pode soar distante.

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