O engenheiro de som Steve Maslow morreu aos 81 anos, segundo informou a Cinema Audio Society. Ele faleceu em 27 de abril, em West Hills, na Califórnia, em decorrência de câncer. A carreira de Maslow foi marcada por décadas de atuação em grandes produções de Hollywood e participação em alguns dos filmes mais reconhecidos da indústria.
Maslow venceu o Oscar de Melhor Mixagem de Som três vezes, por “O Império Contra-Ataca” (1980), “Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida” (1981) e “Velocidade Máxima” (1994). Além das vitórias, recebeu outras quatro indicações por “Duna” (1984), “Waterworld” (1995), “Twister” (1996) e “U-571” (2000).
Ao longo da carreira, trabalhou em centenas de produções, incluindo “Gremlins”, “Curtindo a Vida Adoidado”, “Edward Mãos de Tesoura”, “Batman: O Retorno”, “Invocação do Mal” e “Mad Max: Estrada da Fúria”. Também participou de títulos vencedores do Oscar de Melhor Filme, como “Gente Como a Gente”, além de projetos como “Poltergeist” e “Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu! 2”.
No segmento musical e documental, Maslow atuou em registros importantes como “The Last Waltz”, dirigido por Martin Scorsese, e produções como “The Kids Are Alright”, “Stop Making Sense”, “Sign o’ the Times” e o videoclipe “Black or White”, de Michael Jackson.
Nascido em 17 de outubro de 1944, no Vale de San Fernando, em Los Angeles, ele iniciou sua carreira após contato com a banda Strawberry Alarm Clock, deixando a faculdade para atuar como roadie e depois migrar para engenharia de gravação.
Em entrevista ao CineMontage, em 2018, Maslow descreveu o início da trajetória como resultado de oportunidades casuais ligadas ao meio musical. Ele também trabalhou com cineastas como Steven Spielberg, Robert Redford, John Carpenter, Tim Burton e John Hughes.
Ele deixa a esposa, Ronna, e o filho, Travis.



