“American Horror Story: 13” conecta cinco temporadas em estreia com três episódios

“American Horror Story: 13” reúne personagens de diferentes temporadas da antologia.
Foto: Reprodução

A 13ª temporada de “American Horror Story” estreou na quinta-feira (24) com três episódios e confirmou uma das maiores apostas da nova fase da antologia: reunir personagens de diferentes temporadas em uma mesma história. “AHS: 13” conecta pelo menos cinco temporadas anteriores e cruza personagens de “Murder House”, “Coven”, “Cult”, “Freak Show” e “Apocalypse”.

A proposta amplia o universo criado por Ryan Murphy ao colocar figuras que pertenciam a diferentes momentos da série dentro de uma única trama. O resultado começa a aparecer já nos episódios iniciais, que alternam entre personagens conhecidos, novas ameaças e diferentes linhas do tempo.

“Coven” retorna à Academia Miss Robichaux

Uma das primeiras conexões acontece em “Coven”. Na Academia Miss Robichaux para Jovens Senhoras Excepcionais, Cordelia Goode, interpretada por Sarah Paulson, e Madison Montgomery, vivida por Emma Roberts, ajudam a novata Ophelia, personagem de Avantika, a desenvolver seus poderes de telepatia.

Enquanto acompanha o treinamento da jovem, Cordelia percebe que uma ameaça se aproxima. “Tanta morte vingativa. Algo perverso vem aí”, afirma a Suprema, antecipando que os acontecimentos da temporada estão ligados a algo muito maior.

Personagens de “Murder House” voltam a Nova York

“Murder House” também ganha espaço na nova história com o retorno de Constance Langdon, novamente interpretada por Jessica Lange. A personagem agora vive no 13º andar do Apollyon, um edifício de apartamentos em Nova York, deixando para trás a casa que marcou sua trajetória na primeira temporada.

Adelaide Langdon, interpretada por Jamie Brewer, também aparece novamente no plano mortal. Evan Peters retorna como Tate Langdon durante a celebração de Rauhnacht, enquanto Mena Suvari reprisa Elizabeth Short, a Dália Negra, que surge mascarada na reunião.

“Cult” coloca Tate e Kai na mesma história

Evan Peters ainda aparece em outro papel conhecido da antologia. Kai Anderson, seu personagem de “Cult”, participa da mesma trama em que Tate Langdon está presente, criando uma situação particularmente incomum para quem acompanha a série desde as primeiras temporadas.

Billie Lourd também retorna como Winter Anderson. Os personagens participam dos preparativos para a festa sombria de Constance, que inclui uma árvore de Natal negra com um pentagrama no topo.

Twisty retorna em sequência brutal

“Freak Show” é representada pelo retorno de Twisty, o Palhaço, interpretado novamente por John Carroll Lynch. O personagem aparece em uma sequência ambientada em Los Angeles que termina com a morte de 13 pessoas em uma escola de palhaços.

A cena é intercalada com momentos envolvendo Nas, personagem de Fedor Steer, que vomita uma substância negra. A montagem sugere que os acontecimentos estão conectados, embora a relação entre eles ainda seja uma das questões centrais da temporada.

“Apocalypse” também faz parte do crossover

De “Apocalypse”, Sarah Paulson retorna em outro papel, Wilhemina Venable, enquanto Leslie Grossman reprisa Coco St. Pierre Vanderbilt. As duas aparecem no Club Hell, localizado no subsolo do Apollyon.

É nesse espaço que Venable apresenta ao grupo um portal para o Inferno, ampliando a escala sobrenatural da história e reforçando a ligação entre diferentes mitologias já exploradas pela franquia.

Qual é a história de “American Horror Story: 13”?

Apesar da quantidade de personagens conhecidos, a temporada também apresenta uma nova história. O protagonista é Ben, interpretado por Joey Pollari, um homem que desenvolveu uma fobia pelo número 13 depois de sobreviver a um acidente de avião que matou sua namorada e outras 12 pessoas.

Um mês depois da tragédia, Ben começa a trabalhar como cuidador de Nas, um homem de 87 anos que vive no Apollyon sob os cuidados de Constance. Conforme os episódios avançam, a relação entre Nas e as mortes que cercam Ben começa a ganhar cada vez mais importância.

A presença do número 13 funciona, portanto, como mais do que uma referência ao título da temporada. O número está diretamente ligado ao passado de Ben e aparece associado a acontecimentos sobrenaturais que conectam a nova narrativa aos personagens conhecidos.

Ryan Murphy explica as conexões

Antes da estreia, Ryan Murphy deixou claro que a temporada não deveria ser encarada como uma continuação direta de uma única história. A proposta, segundo o criador, é contar “uma história diferente com personagens que vocês amam retornando”.

Murphy também comparou a reunião dos personagens a “Os Vingadores”, explicando que figuras de diferentes temporadas se unem para enfrentar um grande vilão. Isso permite inclusive que antigos antagonistas assumam uma posição diferente dentro da nova história.

Leslie Grossman também explicou que a temporada trabalha com diferentes linhas do tempo dentro de um mesmo universo. Segundo a atriz, a equipe teve cuidado para fazer com que essas conexões fossem coerentes e recompensassem quem acompanha “American Horror Story” desde o início.

Ao mesmo tempo, a atriz afirmou que a temporada foi pensada para que novos espectadores também possam acompanhar a história. A presença de referências e personagens antigos, portanto, funciona tanto como continuidade do universo quanto como uma coleção de easter eggs para os fãs.

Com três episódios exibidos de uma vez, “American Horror Story: 13” já estabeleceu a principal característica de sua nova temporada: reunir diferentes períodos da antologia em uma mesma narrativa. A maneira como essas histórias vão se cruzar e qual será o papel de Nas no centro dos acontecimentos ficam entre os principais mistérios deixados pela estreia.

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