Festival Internacional de Cinema da Fronteira anuncia vencedores da 17ª edição em Bagé

Paula Tomás Marques (à esquerda) recebeu Melhor Direção e Filme por “Duas Vezes João Liberada”
Foto: Anderson Coka

A 17ª edição do Festival Internacional de Cinema da Fronteira anunciou os vencedores na noite de sábado (2), em cerimônia realizada no Instituto Municipal de Belas Artes (IMBA), em Bagé (RS). O evento ocorreu entre 28 de abril e 2 de maio de 2026, com programação também em Sant’Ana do Livramento, reunindo longas, curtas e animações com forte presença de produções ibero-americanas, especialmente assinadas por realizadoras mulheres.

“Duas Vezes João Liberada” vence como Melhor Filme

O longa português “Duas Vezes João Liberada”, de Paula Tomás Marques, conquistou o principal prêmio da edição e também levou o troféu de Melhor Direção. Com os dois reconhecimentos, a produção terminou a mostra competitiva como um dos principais destaques do Festival Internacional de Cinema da Fronteira.

Além disso, o documentário argentino “Nuestra Tierra”, de Lucrecia Martel, recebeu o Prêmio da Crítica e também venceu na categoria de Melhor Montagem. Já a coprodução México-Argentina “Ángeles”, de Paula Markovitch, conquistou o Júri Popular e rendeu a Ángeles Pradal o prêmio de Melhor Atuação.

Entre os brasileiros, “Futuro Futuro”, de Davi Pretto, ganhou destaque ao conquistar os prêmios de Fotografia e Direção de Arte. O resultado reforçou a presença da produção gaúcha entre os trabalhos reconhecidos na competição.

Festival também destaca curtas e animações

Na mostra de curtas, “Pedra-mar”, dirigido por Janaína Lacerda, conquistou o prêmio principal. O filme também garantiu a Ana Marinho o reconhecimento de Melhor Atuação.

Já “Cabeça, Ombro, Joelho e Pé”, de Van Van, recebeu o destaque do Júri Popular. O argentino “Nuestra Sombra”, de Agustina Sánchez Gavier, também ganhou reconhecimento na categoria de Direção.

Na animação, “A Menina e o Pote”, de Valentina Homem e Tati Bond, conquistou o prêmio de Melhor Curta de Animação. O gaúcho “Um corpo sem cavalo?”, de Lara Fuke, também recebeu uma menção do público durante o festival.

Festival Internacional de Cinema da Fronteira também premia projetos

Além das mostras competitivas, o Festival Internacional de Cinema da Fronteira promoveu o Sur Frontera WIP LAB, espaço dedicado ao desenvolvimento de projetos audiovisuais. Nesse segmento, “Doce Lar”, de Ricardo Santos, recebeu o Destaque Desenvolvimento e o Prêmio Pitching Labs Convidados FRAPA 2026.

O projeto uruguaio “Todo Empieza Aqui”, de Magdalena Schinca Damián, também ganhou reconhecimento ao receber o título de Destaque WIP.

A programação ainda contou com exibições gratuitas, debates e atividades formativas. Pela primeira vez, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul participou da premiação, que distribuiu R$ 15 mil entre as principais categorias.

O festival também prestou homenagens a Maria Luiza Benitez, Elvira Nascimento, Lúcio Yanel, Nei Lisboa, Paulo Ricardo de Moraes e Sapiran Brito (1947-2025), ampliando a celebração para nomes ligados à cultura e à produção artística.

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