Os Arcos Dourados de Olinda vence a 31ª edição do É Tudo Verdade

Cena de arquivo do documentário Os Arcos Dourados de Olinda sobre Olinda
Foto: Divulgação

O documentário “Os Arcos Dourados de Olinda” conquistou o prêmio de melhor curta-metragem brasileiro na 31ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários. Com a vitória, o filme de estreia do diretor pernambucano Douglas Henrique torna-se elegível para a disputa do Oscar. A produção, que recebeu uma premiação de seis mil reais, analisa o conflito ocorrido em 2000 entre a gestão da prefeita Luciana Santos e a chegada da primeira unidade do McDonald’s ao centro histórico de Olinda.

Construído integralmente a partir de imagens de arquivo, o curta utiliza o humor para estruturar uma crítica ao imperialismo e às contradições da identidade local. O júri destacou a irreverência da narrativa ao reinventar materiais históricos, transformando o registro documental em uma construção lúdica. Além do troféu principal, a obra acumulou os prêmios paralelos do Canal Brasil, Mistika, APACI e o prêmio edt. de montagem, concedido a Claudio Tammela e Rafael Saar.

A trajetória de premiações do filme inclui uma menção honrosa no 27º Festival do Rio e o título de melhor curta documental internacional no 23º Bogoshorts, na Colômbia. Douglas Henrique, que assina a direção, possui experiência prévia como montador, curador de festivais e diretor de fotografia. O reconhecimento no É Tudo Verdade consolida o projeto como uma das principais produções de curta duração do cinema nacional no calendário civil de 2026.

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