Crítica: Hokum traz Adam Scott em terror irlandês perturbador e complexo

O ator Adam Scott expressando tensão em uma cena escura do filme Hokum.
Foto: Neon

O cineasta irlandês Damian McCarthy retorna ao gênero sobrenatural com Hokum, novo filme de terror psicológico distribuído pela Neon. A trama acompanha Ohm Bauman, escritor americano interpretado por Adam Scott, que se isola em um hotel remoto na Irlanda para concluir sua série de livros no local onde seus pais passaram a lua de mel.

O filme acompanha o isolamento do protagonista no estabelecimento cercado por áreas florestais, onde o contato com funcionários e moradores locais introduz elementos de suspeita e instabilidade. Brendan Conroy interpreta o proprietário do hotel, que menciona lendas folclóricas associadas à região.

O conflito se intensifica quando o personagem principal é confinado à suíte nupcial durante a noite de Halloween, em meio a eventos que colocam em dúvida a natureza dos acontecimentos no local. A direção de fotografia de Colm Hogan utiliza baixa luminosidade e paleta em tons frios para compor o ambiente do hotel e suas áreas internas.

A narrativa combina referências a elementos sobrenaturais e comportamentos humanos ambíguos, com foco na construção de tensão em espaços fechados. O filme utiliza recursos de som e design de produção para sustentar o clima de instabilidade ao longo da estadia do protagonista.

O enredo incorpora temas ligados a memória, trauma e isolamento, enquanto o personagem de Adam Scott confronta situações que colocam em dúvida sua percepção da realidade durante o período no hotel.

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