Gina Prince-Bythewood e Thuso Mbedu apresentaram cenas inéditas de “Filhos de Sangue e Osso” durante a abertura do Festival de Cinema Afro-Americano de Martha’s Vineyard. No evento, a diretora também falou sobre o desafio de adaptar para o cinema o universo criado por Tomi Adeyemi e elogiou a autora, responsável pelo romance que deu origem ao novo filme da Paramount. As declarações foram publicadas pela Variety.
“Tomi é uma gênia”, afirmou Prince-Bythewood durante a conversa com Sunny Hostin, do programa “The View”. A diretora destacou a força dos personagens e contou que, ao trabalhar novamente no material, criou uma conexão especial com Lali e com a jornada da jovem para recuperar a magia. Segundo Prince-Bythewood, a história de Adeyemi também foi fundamental para orientar a maneira como imaginou o elenco durante o desenvolvimento do roteiro.
“Filhos de Sangue e Osso” leva Orïsha para o cinema
Publicado em 2018, “Filhos de Sangue e Osso” apresenta Orïsha, um reino fictício onde a magia foi proibida depois de uma perseguição contra pessoas capazes de utilizá-la. A trama acompanha Zélie Adebola, uma jovem que parte em uma jornada para recuperar esse poder ao lado do irmão Tzain e da princesa Amari, enquanto os três enfrentam o governo do rei.
Thuso Mbedu interpreta Zélie, enquanto Damson Idris vive o Príncipe Inan, Amandla Stenberg assume o papel da Princesa Amari e Tosin Cole interpreta Tzain. Regina King aparece como a Rainha Nehanda, com Lashana Lynch, Idris Elba, Cynthia Erivo e Viola Davis completando o elenco. A produção foi filmada na África do Sul, país que também serviu como cenário para a construção de Orïsha.
“Dizem que 70% da direção é a escolha do elenco, e foi exatamente isso que aconteceu aqui”, afirmou Prince-Bythewood. A cineasta explicou que começou a imaginar os atores que gostaria de ter no filme enquanto trabalhava no roteiro, destacando que a produção conseguiu reunir um elenco que considera especialmente forte.
Thuso Mbedu se preparou por quase um ano
Mbedu também falou sobre a preparação para interpretar Zélie. A atriz, que nasceu na África do Sul, retornou ao país para as filmagens e começou a se preparar para o papel, incluindo o treinamento de dublês, quase um ano antes do início da produção.
Parte desse processo envolveu uma imersão no material original. Mbedu afirmou que leu e releu o livro diversas vezes enquanto comparava a história de Adeyemi com o roteiro escrito pela autora em parceria com Prince-Bythewood. Esse contato ajudou a atriz a compreender melhor a personagem e a encontrar maneiras de transmitir elementos da história que não poderiam aparecer integralmente no filme.
“Tomi criou um mundo imenso, um mundo gigantesco”, explicou Mbedu. A atriz reconheceu que o filme não teria tempo suficiente para apresentar todos os elementos do livro e que a equipe precisou encontrar momentos capazes de transmitir a realidade e o contexto daquele universo mesmo quando determinados acontecimentos não aparecem diretamente na tela.
O desafio de adaptar o universo de Tomi Adeyemi
Essa limitação de tempo se tornou um dos desafios da adaptação. “Filhos de Sangue e Osso” reúne diferentes personagens, conflitos e elementos de fantasia que fazem parte de uma história ampla. Por isso, a produção precisou selecionar quais momentos poderiam representar melhor esse universo para quem ainda não conhece a obra.
Prince-Bythewood e Adeyemi dividem os créditos pelo roteiro, enquanto a autora também atua como produtora executiva. A adaptação parte do romance publicado em 2018 e leva seus personagens e sua mitologia para uma produção cinematográfica dirigida por Prince-Bythewood.
Diretora comenta escolha de Amandla Stenberg
Prince-Bythewood também falou sobre a escalação de Amandla Stenberg como Princesa Amari. Segundo a diretora, diferentes jovens atrizes participaram dos testes para o papel antes da escolha de Stenberg, cujo trabalho ela já admirava.
“Admiro o trabalho de Amandla desde ‘Colombiana’”, afirmou Prince-Bythewood. A diretora acrescentou que Stenberg conquistou o papel durante os testes. A escalação havia provocado críticas nas redes sociais, mas Prince-Bythewood não comentou diretamente a controvérsia durante sua participação no festival.
Gina Prince-Bythewood está confiante no resultado
Mesmo com a estreia ainda distante, Prince-Bythewood demonstrou entusiasmo com o resultado da produção. Para a diretora, o filme deve provocar diferentes reações no público e combinar a dimensão da fantasia com emoções presentes na jornada dos personagens.
“Vocês vão sentir todas as emoções humanas neste filme”, afirmou a cineasta. Ela espera que o público fique com raiva, ria, chore, dance e termine a experiência com esperança. Prince-Bythewood também ressaltou que filmes desse tipo não são produzidos com frequência e disse estar orgulhosa do projeto e do potencial de apresentar uma história de fantasia com essa perspectiva.
“Filhos de Sangue e Osso” estreia nos cinemas em 15 de janeiro de 2027. O filme tem Thuso Mbedu como Zélie e Gina Prince-Bythewood na direção, com Tomi Adeyemi dividindo os créditos do roteiro e atuando como produtora executiva.






