Funcionários e ex-funcionários da Microsoft, Bethesda, ZeniMax, id Software e Obsidian participaram de uma série de protestos contra a recente onda de demissões promovida pela empresa. Organizada pelo sindicato Communications Workers of America (CWA), a mobilização ocorreu em frente a estúdios ao longo da última semana e teve como principal alvo os cerca de 1.600 cortes realizados na divisão Xbox no início do mês.
Durante as manifestações, os participantes exibiram cartazes com críticas à liderança da divisão Xbox, incluindo mensagens direcionadas à CEO Asha Sharma. Entre os protestos, havia referências à meta de atingir 1 bilhão de jogadores ativos por dia, classificada por manifestantes como um objetivo “estúpido”. Outro cartaz afirmava que a “Microsoft está matando os seus jogos”.
O Communications Workers of America (CWA), sindicato que representa profissionais da indústria de games e trabalhadores de diversos estúdios, liderou a iniciativa. Após as demissões, a Bethesda informou que continua desenvolvendo dois remasters de Fallout, além de Fallout 5 e de um novo jogo da franquia produzido pela Obsidian.
Entre os estúdios afetados, a Obsidian teria perdido cerca de 25% de sua equipe. Já a ZeniMax enfrentou uma segunda rodada de cortes em 2026, incluindo profissionais que ocupavam cargos de liderança na equipe responsável por The Elder Scrolls Online.
A situação mais severa foi registrada na id Software. Segundo as informações divulgadas, aproximadamente 75% dos funcionários do estúdio foram desligados, incluindo parte dos especialistas responsáveis pelo motor gráfico utilizado na franquia Doom. Até o momento, a Microsoft não anunciou alterações nos projetos futuros da série em decorrência das demissões.




