Tadeu Schmidt detalhou sua relação com o irmão, Oscar Schmidt (1958-2026), e a dificuldade em processar a perda do ex-jogador de basquete em entrevista exibida pelo “Fantástico” no domingo, 19 de abril. O apresentador, que comandou a final do “BBB 26” poucas horas após o falecimento do ídolo esportivo, afirmou que lida “muito mal com a morte” e lamentou o encerramento da história compartilhada com o irmão, 16 anos mais velho. Segundo o jornalista, a convivência entre ambos evoluiu de uma dinâmica de proteção na infância para uma amizade próxima na vida adulta.
A decisão de manter o compromisso profissional na noite da morte de Oscar foi atribuída por Tadeu a uma característica central da família: a dedicação extrema ao trabalho. Ele relembrou um episódio em que o irmão jogou uma partida com a mão quebrada para ilustrar o compromisso de não buscar desculpas diante de responsabilidades. O comunicador ressaltou que só se ausentaria de suas funções em situações de impossibilidade física total, mantendo a postura de entrega máxima herdada do convívio familiar.
Durante a conversa com Poliana Abritta, Schmidt descreveu Oscar como um “herói doméstico” e uma influência determinante em sua visão de mundo e competitividade. Ele destacou o carisma do ex-atleta e o hábito comum de conversarem e “falarem bobagem” sem inibições. Para o apresentador, o orgulho mútuo era uma constante entre os irmãos, mencionando que Oscar frequentemente se vangloriava do sucesso de Tadeu no jornalismo e no entretenimento da TV Globo.
Embora tenha expressado profunda tristeza, Tadeu indicou que seguirá em frente respeitando o processo de luto. “A gente chora, mas a gente vai em frente”, declarou, enfatizando que expressar as emoções faz parte da identidade dos Schmidt. O relato encerrou uma semana marcada pela repercussão da morte de um dos maiores nomes do esporte brasileiro e pela demonstração de resiliência do apresentador à frente do principal reality show do país.



