A cinebiografia “Michael”, sobre a trajetória de Michael Jackson, foi um dos principais responsáveis pelo forte desempenho da Lionsgate no último trimestre. O sucesso do filme ajudou a divisão cinematográfica do estúdio a alcançar seu melhor resultado para um período encerrado em junho, enquanto a empresa reduziu significativamente seu prejuízo em relação ao ano anterior.
Segundo os resultados financeiros divulgados pela Lionsgate, a área de filmes registrou US$ 587,3 milhões em receita no trimestre, mais que o dobro do valor alcançado no mesmo período anterior. O segmento também apresentou lucro de US$ 105 milhões, impulsionado pelo desempenho de lançamentos recentes nos cinemas.
Michael se torna um dos grandes motores do crescimento da Lionsgate
Entre os destaques apresentados pela companhia está “Michael”, que ultrapassou US$ 1 bilhão em bilheteria mundial e se tornou a cinebiografia de maior arrecadação da história. Para a Lionsgate, o longa representa um dos principais exemplos recentes de como grandes marcas e nomes reconhecidos continuam capazes de movimentar o mercado cinematográfico.
Além da produção sobre Michael Jackson, o estúdio também apontou o desempenho de “A Criada”, estrelado por Amanda Seyfried e Sydney Sweeney, como outro lançamento que contribuiu para os resultados positivos da divisão de filmes.
No balanço geral, referente aos três meses encerrados em 30 de junho, a Lionsgate registrou receita de US$ 776,6 milhões, um crescimento de 48% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O prejuízo líquido atribuído aos acionistas caiu para US$ 28,8 milhões, contra US$ 94 milhões registrados anteriormente.
Lionsgate aposta em franquias e grandes propriedades intelectuais
O desempenho do trimestre reforça a estratégia da Lionsgate de investir em filmes baseados em propriedades com forte reconhecimento do público. Segundo o CEO Jon Feltheimer, a empresa pretende continuar ampliando seu portfólio de franquias e utilizando seu catálogo de filmes e televisão como uma fonte de estabilidade.
Apesar do avanço no cinema, a divisão de televisão apresentou queda no período, com redução de receita e lucro devido ao cronograma de entrega de episódios. A companhia afirmou, porém, que novos licenciamentos e projetos em desenvolvimento devem contribuir para o crescimento futuro.
Com “Michael” como principal destaque do trimestre, a Lionsgate encontrou um importante impulso comercial e reforçou o peso das grandes produções baseadas em figuras mundialmente conhecidas dentro da atual indústria do entretenimento.



