O cantor e compositor Neil Sedaka morreu na última sexta-feira (data não informada) em Los Angeles, aos 86 anos. A informação foi confirmada por um representante da família. A causa da morte não foi divulgada oficialmente, mas o artista havia sido hospitalizado horas antes. Sedaka construiu uma carreira de mais de seis décadas na música pop, com sucessos que alcançaram diferentes gerações e mercados, incluindo o Brasil.
Nascido no Brooklyn, em Nova York, Sedaka se destacou ainda jovem como pianista e compositor. Ele fez parte do grupo de autores do Brill Building, centro criativo responsável por grande parte dos hits da música americana entre o fim dos anos 1950 e o início dos anos 1960. Nesse período, emplacou canções como “Oh! Carol” e “Stairway to Heaven”, consolidando presença constante nas paradas e no rádio.
Entre 1959 e 1963, Sedaka esteve entre os artistas mais vendidos dos Estados Unidos, com desempenho comparável aos principais nomes da época. Sua produção combinava melodias acessíveis com estrutura pop tradicional, o que facilitou a circulação internacional de suas músicas. No Brasil, suas canções se tornaram recorrentes em coletâneas e programações de rádio voltadas ao repertório internacional.
Após perder espaço com a ascensão da chamada invasão britânica nos anos 1960, o artista retomou projeção na década seguinte. Com apoio de Elton John, voltou às paradas com “Laughter in the Rain”. Sua composição “Love Will Keep Us Together”, gravada pela dupla Captain & Tennille, foi o maior sucesso de 1975 e venceu o Grammy de Gravação do Ano.
Ao longo da carreira, Sedaka teve músicas regravadas por artistas como Frank Sinatra e Elvis Presley. Nos últimos anos, manteve contato com o público por meio de apresentações online, incluindo transmissões realizadas durante o período de isolamento na pandemia. Sua trajetória combina sucesso comercial, longevidade e influência na música pop internacional.




