O Globo de Ouro voltou a ser alvo de uma disputa judicial. A antiga Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA) abriu um processo antitruste contra a Penske Media Corporation (PMC), atual controladora da premiação, acusando a empresa de ter conduzido um esquema para assumir o controle do evento por meio de práticas anticompetitivas.
A ação foi apresentada em um tribunal federal de Los Angeles e solicita uma indenização de pelo menos US$ 150 milhões. Segundo a HFPA, a PMC teria incentivado um boicote publicitário ao Globo de Ouro para enfraquecer a organização e facilitar a compra de seus ativos.
HFPA questiona aquisição do Globo de Ouro
Responsável pela organização do Globo de Ouro durante quase 80 anos, a HFPA perdeu credibilidade após a crise iniciada em 2021. Na época, uma investigação do Los Angeles Times revelou problemas éticos na entidade e apontou que não havia jornalistas negros entre seus integrantes.
A repercussão levou a um boicote da indústria do entretenimento e ao cancelamento da transmissão da cerimônia em 2022. Posteriormente, os direitos comerciais da premiação foram vendidos para a Penske Media Corporation.
No novo processo, a associação afirma que seus membros aprovaram a venda com base em compromissos que, segundo ela, não foram cumpridos após a conclusão da negociação.
Ex-integrantes alegam quebra de promessas
De acordo com a ação, os antigos membros da HFPA receberam garantias de que manteriam seus direitos de voto e ingressos vitalícios para a cerimônia. A associação afirma que, após assumir o controle da premiação, a PMC passou a exigir que os votantes se tornassem funcionários da empresa para preservar esses benefícios, o que, segundo o processo, comprometeria a independência da votação.
Penske nega irregularidades
Em comunicado, a Penske Media Corporation e a atual organização responsável pelo Globo de Ouro rejeitaram todas as acusações.
Segundo a empresa, a aquisição foi realizada de forma legal, recebeu todas as aprovações regulatórias necessárias e foi concluída há mais de três anos. A PMC também afirmou que a ação representa uma tentativa de ex-integrantes da HFPA de recuperar benefícios ligados à antiga estrutura da premiação, destacando ainda as controvérsias que envolveram a associação antes da venda.




